As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 18/05/2020

As Revoluções Industriais, como a própria etimologia do termo revolução sugere, mudaram os sistemas de produção, doutrinas econômicas e o mundo até então conhecido, de forma irreversível. Nesse sentido, mudando os meios de produção e/ou doutrinas econômicas, surgirão novas profissões e meios acadêmicos de se qualificar para elas, enquanto outras consideradas insuficientes ou inúteis para o contexto atual,são extintas. Com esse cenário incerto, a dúvida em ter uma profissão que ainda exista, é a única certeza.

Primeiramente, à partir da Segunda Revolução Industrial, o capitalismo adquiriu uma forma que exigia cada vez mais velocidade e produção, o que só tende a aumentar. Sob essa óptica surgiram doutrinas econômicas industriais, como o Taylorismo e Fordismo, que praticamente extinguiram a produção artesanal. No mundo hodierno, frente a Quarta Revolução Industrial, a tecnologia está se firmando como dominante no sistema produtivo, embora ainda sob muitas incertezas.

Ademais, a desigualdade econômica e social entre os países acarreta cada vez mais incertezas quanto ao futuro profissional. Nesse viés, há países que despontam em tecnologias da informação, os chamados “tecnopolos”, enquanto outros, como Nigéria, Guiné-Bissau e vários outros da África e América Latina, ainda são deficitários em indústrias de base e em setores básicos, como saúde, saneamento, alimentação, entre outros. Muitos analistas da bancos mundialmente conhecidos, empresas e governos, coincidem no seguinte ponto: a incerteza rodeia o amanhã e nem os mais experientes e capacitados estão preparados para prever um cenário imprevisível, como o que temos pela frente.

Portanto, só podemos confirmar o que já foi reiterado pelos especialistas -o mundo capitalista nunca se viu em uma situação como esta, logo, não há embasamento anterior que possa auxiliar em alguma maneira de prever os impactos que esse progresso tecnológico pode acarretar-. Nesse contexto, os governos dos países desenvolvidos, devem buscar auxiliar os países em desenvolvimento, com investimentos a base de capital estatal e/ou privado, em setores estratégicos, como acadêmico e industrial, a fim de aumentar a massa de mão de obra e evitar mais desempregos que esse progresso tecnológico, certamente virá a causar.