As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 20/05/2020

As profissões do futuro e os limites da desigualdade                                           No limiar do século XX registrou-se a terceira revolução tecnológica, concentrada na informática e nas telecomunicações, a princípio, no processo de globalização, as empresas multinacionais e as grandes indústrias foram as primeiras a terem acesso a esse privilégio. Percebe-se que, desde então os empregos ligados à tecnologia passaram a se popularizar. Todavia, é notório que as pessoas que não têm acesso a esse meio ficam à margem da inovação. Desde cedo uma parcelada da população infantil é preparada para o futuro mercado de trabalho, enquanto a maior parte dela, sequer tem acesso à internet dentro de casa.                                                                                                                                   De acordo com o relatório Futuro do Trabalho, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, constata-se que “65% das crianças que estão no primário, atualmente, devem trabalhar em empregos que ainda não existem”. Entre os fatores que mais influenciam essa dinâmica está o desenvolvimento acelerado da tecnologia. Assim a modernização das plataformas digitais e os saltos da inteligência artificial indicam uma demanda cada vez maior voltada para o aperfeiçoamento desse mercado.                              Em decorrência disso, algumas famílias, que possuem considerável poder monetário, já estão investindo na educação de suas crianças, especializando-as em temas voltados para a tecnologia, além de diversos idiomas, que certamente facilitaram o acesso delas em muitos ambientes. Contudo, é preciso admitir que onde há privilégio, há falta de recursos. Em outras camadas sociais existem crianças que nunca mexeram em um computador.                                                                                            Evidencia-se, portanto, que para as crianças, que não alcançam a tecnologia, as possibilidades de empregos são outras. Para reverter essa problemática, faz-se necessário que as escolas da prefeitura e do município implementem ações educativas que possibilitem o contacto direto com a tecnologia de ponta. Desse modo, cabe aos prefeitos e governadores firmarem parcerias com associações privadas e licitarem o material digital necessário. A fim de igualar às chances de todas as crianças, de chegarem onde desejam.