As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 19/05/2020
No filme “o exterminador do futuro”, de James Cameron, é mostrado um futuro distópico no qual as máquinas dominam a humanidade. Embora seja uma obra ficcional, observa-se que, de fato, a tecnologia exerce certa influência na sociedade, principalmente em relação a constante mudança do mercado de trabalho. Diante disso, é evidente que as pessoas deverão se atualizar continuamente, com intuito de se enquadrar nos moldes dos profissionais do futuro. No entanto, no Brasil, especificamente, há uma grande defasagem tecnológica das indústrias e falta de boa formação acadêmica.
A princípio, cabe abordar o atraso tecnológico das empresas brasileiras. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, vivemos em tempos líquidos e nada foi feito para durar. Nesse sentido, os setores trabalhista precisarão se inovar e contribuir com a busca atualizações e qualificações de seus colaboradores. Caso isso não seja feito, as empresas brasileiras se tornarão ineficientes a ponto de serem excluídas da chamada 4° revolução industrial, a qual será baseada na digitalização e automatização. Como ocorreu com a Kodak, empresa de fotografia que faliu em 2012 por falta de inovação.
Outrossim, é imprescindível o aprimoramento do sistema de ensino, considerando sua importância na formação acadêmica. De acordo com o pensamento Elon Musk, CEO (Chief Exeutive Officer) da Tesla, em um futuro próximo, metade da força de trabalho humano será substituída por robôs, em consequência disso, os profissionais deverão sobressair em relação às máquinas. Logo, os currículos e as metodologias de ensino precisam incorporar, constantemente, inovações que estimulem a desenvolver curiosidade, criatividade, empreendedorismo e principalmente habilidades emocionais e de consciência, visto que as máquinas poderão resolver problemas, mas somente pessoas conseguirão identificar quais as necessidades de outros seres humanos. Contudo, segundo pesquisa Datafolha, o modelo de ensino do Brasil ainda é antigo, havendo uma preocupação extrema com o conteúdo teórico.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para que os desafios apontados se atenuem. É indispensável, nesse viés, que o Governo Federal, por meio de um plano de incentivo fiscal, estimule setores, como indústria e agricultura, a investirem em tecnologia e capacitação de funcionários, a fim de assegurar que se mantenham ativos, visto que empresas e pessoas que não se atualizam tendem a desaparecer do mercado de trabalho. Ademais, o Ministério da Educação, na condição de garantidor qualidade de ensino, deve por intermédio de escolas, incentivar os jovens a serem protagonistas da transformação de si mesmos, de sua educação e de suas realidades, com projetos que proponham mergulhos profundos em problemas reais e sociais, visando assim fornecer as condições necessárias para os estudantes progredirem no mundo.