As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 19/05/2020

Na metade do século xx, a Revolução Técnico Científica, promoveu a série de inovações no campo da informática com aplicabilidade na produção de mercadorias. Devido a essa circunstância, a demanda de mão de obra tornou-se cada vez mais rigorosa, buscando àqueles que possuem maior capacidade científica e emocional, porém diversos indivíduos têm dificuldades em aprimorar essas habilidades. Logo, para o enfrentamento desses desafios, é necessário maior empenho social.

Nesse contexto de grandes modificações nas prestações de serviços, é fundamental salientar que para tornar-se bem sucedido nesse meio é necessário amplo preparo informacional e psicológico, visto que, com o advento das tecnologias, os grandes empresários buscam funcionários com aptidões diversas, como conhecimento científico, adaptabilidade e inteligência emocional. Contudo, tais habilidades ainda são pouco estimuladas no ambiente escolar, pois diversas organizações educacionais ofertam de forma tímida estudos sobre áreas não convencionais; a título de ilustração, o Brasil ocupa posições de pouca evidência em educação empreendedora e socioemocional, segundo a Global Entrepreneurship Monitor (GEM). Dessa forma, com o escopo de o sistema educacional não torne-se obsoleto, é fundamental que haja remodelamento.

Ademais, o estabelecimento da ‘’era digital’’ proporcionou o surgimento de novas profissões, como “youtuber” e de novas formas de prestação de serviço, já que atualmente a necessidade de estar em um escritório para cumprir a carga horária de trabalho tornou-se menos importante. Esse cenário inovador gera dúvidas a respeito das relações de trabalho, pois muitas marcas empregadoras resistem em utilizar as ferramentas tecnológicas como mecanismo de maior aproveitamento do empregado, por meio do trabalho remoto, pois quando o indivíduo encontra-se em um ambiente mais confortável, com menos estresse e pressão ele tende a produzir mais e de forma mais eficiente. Tal cenário pode ser comprovado pela pesquisa feita pela Universidade de Stanford, observando funcionários da empresa de telemarketing chinesa CTrip, os quais trabalharam de casa e mostraram-se mais produtivos na hora de realizar ligações, além de relatarem sentir-se mais satisfeitos com os resultados e menos cansados.

Portanto, a fim de melhorar a capacitação dos jovens para o mercado de trabalho, compete às instituições escolares disponibilizar aulas de desenvolvimento psicoemocional, empreendedorismo e coletividade, , por meio da contratação de profissionais capacitados, que podem ser inseridas na grade curricular durante o contra-turno. Além disso, cabe às iniciativas privadas buscar utilizar as tecnologias como ferramentas de crescimento comercial, mediante a contratação de um CEO - responsável pelas estratégias operacionais -, com o fito de aumentar a rentabilidade e a produtividade da marca.