As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 21/05/2020

Uma característica da Primeira Revolução Industrial, iniciada em 1970, foi a mudança no processo produtivo. O trabalho passou da manufatura para a maquinofatura e, então, a classe operária viu-se pressionada ao aperfeiçoamento de sua mão de obra, com o propósito de se adaptar aos novos equipamentos a serem manuseados. De forma análoga, a sociedade contemporânea passa pelo surgimento da indústria 4.0, que exige novas qualificações. Contudo, a adequação dos brasileiros diante dos desafios impostos pelo mercado está acontecendo de forma lenta, levando ao aumento da taxa de desemprego e comprometendo o desenvolvimento porvir.

Segundo dados do relatório Futuro do Trabalho, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, conclui-se que os 65% das crianças que estão atualmente presentes no primário, devem ocupar futuramente cargos que ainda não existem. Entretanto, simultaneamente, uma pesquisa feita pelo portal Vargas indicou que seis em cada dez jovens brasileiros ainda preferem investir em carreiras tradicionais e estáveis. Nota-se então uma desproporção que, se não balanceada, acarretará em um problema para o mercado de trabalho, uma vez que excederão funcionários para desempenhar determinada atividade e faltarão para outras.

Da mesma maneira, é válido ressaltar que um país com indivíduos não preparados para atender novas demandas, ficará em desvantagem. Como a Automação e a Inteligência Artificial são as protagonistas das mudanças que vêm acontecendo, é necessário instruir a população sobre tais assuntos, o que já é posto em prática nos Estados Unidos com o programa Ciência da Computação Para Todos. No entanto, no Brasil, divulgações feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 45,9 milhões de brasileiros, em 2018, não tinham sequer acesso à internet, requisito básico para a busca de informações capazes incrementar o conhecimento profissional.

Por conseguinte, constata-se um país despreparado para lidar com os obstáculos colocados pelas profissões que surgirão. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, responsável por todos os assuntos relativos ao ensino, por meio de novos programas, implementar nas escolas conteúdos que abranjam as mudanças que vêm acontecendo, a fim de incentivar os estudantes a pensarem sobre. Ademais, empresários devem se adaptar ao novo modelo, buscando formas de inovação capazes de manter suas empresas longe da obsolescência e, um bom começo, também seria a leva de educação para seus funcionários. Sendo assim, colocando em prática métodos que aperfeiçoem esse segmento, a pátria estaria caminhando para um avanço benéfico aos cidadãos.