As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 21/05/2020
O mercado de trabalho, junto a tecnologia, propõe mudanças de hábitos e mentalidade, o que faz prever, em breve, uma maior dominância da inteligência artificial, fazendo com que os profissionais tenham que se sobressair e apresentar maior preparo para permanecerem competitivos. Causará assim, instabilidade na população, mas será necessário adentrar no mundo digital para fazer parte dessa adaptação, e saber olhar a tecnologia como aliada e não concorrente, são elementos fundamentais no processo de destaque e reposicionamento como um profissional do futuro.
Um estudo, coordenado por pesquisadores de Oxford, mostra que nos próximos 10 a 20 anos, é previsto que haja substituição da mão de obra humana por recursos tecnológico, e aponta que 47% dos empregos terão desaparecido, o que afetará até mesmo profissionais de cargos considerados, por muitos, mais “estáveis”, como médicos e advogados. Isso é justificado pelo The Economist, que pressupõe que os computadores serão capazes de analisar e comparar dados e tomar decisões, com menos chance de fraude ou de erros. Desse modo, para evitar cenários caóticos a sociedade (como o congelamento de salários e o aumento da desigualdade) é importante validar que esses dados, não indicam necessariamente a extinção de profissões, porém estas, precisarão passar por grandes adaptações conciliáveis a tecnologia.
Em visita à universidade Minerva School, a publicitária e gerente de vendas do Linkedin Brasil, Michelle Schneider, afirma que as habilidades do profissional do futuro não serão técnicas, e sim, comportamentais - uma vez que com a inteligência artificial é limitada ao processo operacional. Portanto, para obter destaque o profissional deverá aprender como pensar e não o que pensar, ou seja, terá que desenvolver uma metodologia de pensamento não atrelado a padrões ensinados pelas gerações anteriores. Isso acaba se tornando um grande desafio, mas independentemente do quão avançadas as máquinas se tornarão, há elementos singulares ao ser humano, que não pode ser substituído- como a consciência. Aprendendo a focar esse lado, será o grande diferencial do profissional do futuro.
Em vista disso, para que haja uma estabilidade social e econômica aos países, em fase inicial, seria por meio da distribuição de uma renda básica universal pelo governo– que se destinaria aos que sofrerem com a queda de salário ou desemprego. Junto a isso, os programas de reeducação poderiam auxiliar as pessoas (incluindo os trabalhadores de meia-idade) a buscar novos rumos, com cursos de Mindset Digital e Design Thinking. Referente ao sistema de ensino, seria interessante aulas que instiguem o pensamento crítico, a liderança e gestão de pessoas, o trabalho em equipe e o autoconhecimento.