As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 21/05/2020

O advento da Revolução Industrial Tecnocientífica, ocorrido no século XX, trouxe transformações nos meios de produção e no cenário urbano, visto à incorporação da digitalização. Houve a fusão do mundo real e virtual pela integração e controle de produção com base em sensores e equipamentos conectados em rede. Tal realidade potencializou o emprego da inteligência artificial e trouxe desafios às profissões futuras, atrelados ao desemprego e à automatização.

Vale ressaltar, primeiramente, que um dos reflexos da modernização das fábricas e da automação dos processos de produção, é o aumento do desemprego. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil é próxima aos 12% e a tendência é aumentar com o avanço tecnológico. A exemplo, cita-se o filme “Tempos Modernos’’, no qual retrata a rotina de uma fábrica, em que o processo se tornou padronizado e mão de obra humana foi substituída por máquinas. Além disso, o mercado de trabalho está cada vez mais concorrido, fazendo com que as empresas exijam maior qualificação profissional técnica, impulsionando o ingresso da parcela desfavorecida no setor informal.

Outrossim, ressalta-se as dimensões que a tecnologia abrange na sociedade. O século XXI destaca-se pela globalização e pelo fluxo instantâneo de informações.  O sociólogo Zugmun Bauman, ao definir modernidade, enfatizou a fluidez do novo mundo, ou seja, as estruturas voláteis permitem que as profissões deixem de existir. Enquanto algumas carreiras enfrentam dificuldades para adaptar as mudanças, outras são criadas para atenderem a demanda, que requer atrelado velocidade, quantidade, comodidade e facilidade. Embasado nisso, profissões ligadas à tecnologia vão aumentar no futuro.

Diante do exposto, torna-se imprescindível que haja uma orientação do mercado de trabalho, por meio de pesquisas e autoconhecimento, a fim de decisões maduras e positivas. Cabe as instituições de ensino do setor público e privado, com parceria ao MEC, desenvolver projetos sólidos de orientação aos estudantes, mediante palestras, seminários e feira de profissões. Para isso, é necessário destino de verbas e estruturação das atividades, proporcionando uma adaptação profissional às futuras gerações.