As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 25/05/2020
Com o advento das tecnologias, que estão cada vez mais presentes no cotidiano, surge a chamada “Quarta Revolução Industrial”, caracterizada por novos produtos e modos de produção, e, por consequência, novas profissões. Nesse cenário, o estabelecimento destas, apesar de promover o desenvolvimento tecnológico, científico e econômico nacional, apresenta alguns desafios, tais como: a sua instabilidade e sua exclusão social. Logo, é dever do Estado intervir nesse âmbito para preservar os interesses da população.
Primeiramente, na atual conjuntura global, evidencia-se um fenômeno denominado de obsolência, que ocorre quando um produto ou serviço deixa de ser útil, devido ao surgimento de um substituto tecnologicamente mais avançado, participando, essa, amplamente do âmbito profissional hodierno e ocasionando instabilidade neste e dificultando a estabilização no mercado da tecnologia.Nesse contexto, a situação descrita foi ilustrada pelo filósofo polonês, Zygmunt Bauman, na sua obra “Modernidade Líquida”, ao caracterizar os tempos modernos como líquidos, devido à constante mudança e ao fato de que nada é feito para durar. Portanto, é papel do Governo promover uma mudança dessa configuração.
Em segunda instância, no contexto nacional é notória a desigualdade social presente no cotidiano, tornando-se ainda mais evidente ao tratar-se de tecnologia, visto que o acesso a esta é limitado. Em vista disso, as profissões nessa área são destinadas à uma pequena parcela da população, e seus avanços promovem o desaparecimento das funções de uma grande parte desta, como foi apresentado por um estudo realizado pelo portal de empregos norte americano CarretCast. Desse modo, é inadmissível que a União atue contra o progresso, por isso é preciso que, para corrigir esse déficit, ela promova ações para aumentar a porcentagem de acesso à internet e afins.
À luz dessas considerações, as profissões do futuro, apesar de seus benefícios, apresentam desafios, como a sua volatilidade e suas limitações sociais. Portanto, é dever do Estado, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação em parceria com o da economia e da educação, intervir no mercado, promovendo uma transição mais sutil entre os avanços, e realizar ações que promovem acesso à internet, como a implantação de cinturões digitais e a disponibilização de mais computadores no ambiente público, sendo em escolas ou bibliotecas, com o fito de promover o desenvolvimento do país, diminuir a taxa de desemprego e inserir, concretamente, o Brasil na Quarta Revolução Industrial.