As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 22/05/2020
A transição do século XX para o XXI trouxe consigo a extinção de algumas profissões como o operador de telégrafo e o mensageiro de telegrama. Assim como ocorreu na transição do século, atualmente, algumas profissões estão sendo substituídas por outras. Dessa forma, é inegável que essa substituição trará alguns desafios a serem enfrentados, como a reinserção dos antigos trabalhadores no mercado de trabalho e o acesso a um ensino de qualidade para os novos profissionais.
A princípio, é notável que, segundo a empresa de consultoria empresarial McKinsey, entre 60 a 375 milhões de vagas da força de trabalho de 2030 estarão em novas ocupações. Isso porque, algumas atividades de trabalho serão substituídas por novas tecnologias que aumentem a produtividade. Nesse contexto, profissões que eram consideradas estáveis no mercado, poderão ser trocadas por softwares ou máquinas que possuem um desempenho melhor se comparados ao profissional. Dessa maneira, os novos empregos surgem como consequências das inovações e das necessidades do mercado futuro.
Ademais, segundo o Mapa de Ensino Superior no Brasil, o valor médio do ensino superior, necessário para a reinserção de um profissional no mercado de trabalho, é de 898 reais. Por conseguinte, esse valor acaba por limitar a quantidade de trabalhadores que seriam reinseridos no mercado. Prova disso é o constante aumento no número de desempregados, que, no Brasil, já somam 12,9 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE). Desse modo, o número de desempregos estará em constante aumento, podendo causar em situações mais severas, a quebra da economia de um país.
Em suma, para enfrentar os desafios supramencionados, é mister que algumas medidas sejam tomadas para que essa problemática se atenue. A princípio, cabe ao Governo, por meio do Ministério do Trabalho, criar leis que garantam a continuidade de um trabalhador em sua profissão, porém, sem proibir que haja a implementação de novas tecnologias em um negócio. Além disso, cabe também ao Ministério da Educação, garantir um fundo que assegure aos profissionais que foram dispensados de seu trabalho, a possibilidade de voltar a estudar e conseguir uma nova profissão. Assim sendo, casos semelhantes ao ocorrido com os trabalhadores do século XX, ficarão apenas no passado.