As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 23/05/2020

Em meados do século XX, pós-guerra fria, a população mundial estava imersa em um sistema caracterizado pela inovação tecnológica e pelo desenvolvimento técnico-científico-informacional. Nesse viés, hodiernamente, no Brasil, consequências benéfica e maléficas foram se desenvolvendo acerca do reflexo tecnológico nas relações interpessoais. Ainda nessa perspectiva, é preciso uma reflexão embasada não só nos que tange ao avanço tecnológico como um passo benéfico da sociedade, mas também nos impasses que essa ocasiona tanto no âmbito rural, no caso da Revolução Verde, quanto no urbano, como por exemplo, a Revolução Industrial.

Em primeira análise, é importante ressaltar os fatores que modificam, constantemente, o mercado de trabalho atual. Nesse sentido, é evidente que o avanço tecnológico e a introdução de máquinas, no sistema produtivo, para compor a seleção industrial foi extremamente necessário para melhorar a qualidade dos produtos e a eficiência aliada à rapidez de processamento que até o século XIX o Brasil era desprovido. Por outro lado, é indubitável que consequenciais foram formadas a longo prazo, bem como o desemprego e o aumento exponencial do trabalho informal.

Outrossim, destaca-se não somente a zona urbana como receptoras de tecnologia, mas também o meio rural com sua modernização. Consoante ao cientista Albert Einstein, a tecnologia aparentemente excedeu a humanidade. Nesse sentido, analogamente, antes da modernização do campo, a ideia de inserir uma revolução tecnológica era bastante utópica. No entanto, a tecnologia científica disseminou-se rapidamente em áreas, até então, sem tais recursos e trazendo consigo alguns problemas como o desemprego aliado à substituição do homem rural pela máquina. Além disso, pesquisas brasileiras afirmam que 25% do PIB é fruto do agronegócio moderno.

Em suma, urge, portanto, subterfúgios que ratifiquem esses impasses. Logo, cabe ao Governo Federal, com auxílio do Ministério do Trabalho, promover alistamentos de pessoas desempregadas e trabalhadores informais em setores de obras e trabalhos públicos que visem a integração social, a fim de inserir, novamente, os indivíduos prejudicados pela tecnologia no mercado de trabalho. Além disso, o Estado deve criar leis que visem contratar, no campo, quantidades equivalentes de máquinas e trabalhadores para suprir o desemprego.