As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 23/05/2020
Na obra “A Repúbica”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da pólis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que as profissões do futuro e seus desafios ainda são cabíveis de discussão. Esse cenário adverso é fruto tanto do baixo investimento das autoridades no ensino superior público quanto da essencial e forçada adaptação das profissões com as novas tecnologias. Dessa forma, torna-se necessária a discussão acerca do assunto.
Precipuamente, é vital pontuar que uma educação de qualidade reflete, e muito, na qualificação dos indivíduos e no nível de intelectualidade dos mesmos. Dessa forma, segundo o ex-presidente estadunidense Barack Obama, “um país que não investe em educação não será bem sucedido”, portanto, partindo desse princípio, de acordo com dados da OCDE, o Brasil investe cerca de US$ 11.67 por estudande no ensino superior, que visa a formação de profissionais para o mercado de trabalho, enquanto a média de países desenvolvidos é de US$ 16.14. Isso evidencia que, se não houver uma mudança no investimento na educação, não haverá mão de obra qualificada para as futuras profissões, que exigirão cada vez mais especialização. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.
Ademais, é imperativo frisar que as profissões precisam acompanhar o ritmo de desenvolvimento das tecnologias, pois o contrário pode acarretar em sua extinção. À luz da ideia, pode-se citar como exemplo, os fotógrafos que constantemente precisam se adaptar com as novas tecnologias das máquinas fotográficas, que constantemente evoluem. Com isso, a modernização faz com que muitas profissões acabem desaparecendo e outras surgindo, em decorrência da abertura de novos mercados. Dessa forma, é essencial que as pessoas acompanhem o ritmo da evolução tecnológica para evitar o desemprego e aumentar disponibilidade de empregos, e com isso amenizar as consequências da modernização.
Urgem, portanto, medidas para resolver o problema exposto. Destarte, cabe a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC), será revertido no financiamento de campanhas de investimento na formação de profissionais, com o objetivo de disponibilizar uma maior gama de recursos, como viagens técnicas e disciplinas de desenvolvimento de projetos, que proporcionarão uma maior experiência ao graduando com sua área de atuação, a fim de que ele saia do ensino superior com habilidades e competências que o permita estar preparado para as adversidades que a modernização proporciona. Com tais medidas a sociedade, gradativamente, alcançará a utopia de Platão.