As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 26/05/2020

Segundo o livro, do professor israelense Yuval Noah Harari, 21 lições para o século 21, 90% das profissões da atualidade não existão em um futuro próximo. Esse fenômeno advém das mudanças nas necessidades coletivas e nas tecnologias a fim de se adequar ao mercado futuro. Esse fenômeno, apesar de previsível, requer um debate mais aprofundado para reduzir os problemas advindos desse avanço, como a exclusão e o desemprego estrutural.

De fato, as profissões da atualidade serão diferentes das do futuro, pois estão em constante mudança para se adequar as necessidades de mercado. Esse cenário foi mais perceptível nas ultimas década com o advento das redes sociais, que diante desse vasto mercado surgiu a profissão de Influencer (influenciador digital) que da oportunidade de emprego para milhares de jovens. Conquanto, essa profissão requer aparatos tecnológicos específicos, como acesso Internet, e consequente exclui uma minoria social, visto que aproximadamente 30% da população, no brasil, não tem acesso a Internet.

Faz-se mister, ainda, salientar a automação e mecanização do trabalho como impulsionadores do desemprego em massa. Segundo o especialista em gestão de carreiras Ricardo Munhoz, a robotização e a automação acabarão com diversos empregos nas próximas décadas, um exemplo disso são corretoras de valores, que em um passado recente necessitavam de vários atendentes e de diversos analistas e corretores, e que atualmente substituíram dezenas de funcionários por algoritmos computacionais e sites funcionais. Esse cenário gera um desemprego em massa desses profissionais e a necessidade de qualificação da mão de obra.

É notório, portanto, que com o advento de novas profissões virão novos desafios que devem ser mitigados. Dessa maneira, é necessário que o poder público, incentive a expansão das redes de telecomunicação, como Internet e Televisão, por meio da concessão de incentivos fiscais às empresas desse meio, visando garantir o acesso  dessas novas tecnologias a uma maior parte de brasileiros. simultaneamente, cabe, também ao poder público investir  na educação do povo brasileiro , por meio da mudança nas prioridades orçamentarias, visando qualificar os futuros empregados para garantir emprego em novas profissões . Dessa maneira, o Brasil seria capaz de reduzir os problemas advindos das futuras profissões.