As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 29/05/2020

“Em um mundo em que as mudanças estão ocorrendo rapidamente, a única que estratégia que terá garantia de fracasso é a de não correr riscos”, afirmou Mark Zuckerberg. Essa capacidade de  ajustar-se às mudanças do mercado de trabalho e de ousar empreender  uma nova ideia, no contexto da quarta revolução industrial, têm sido os grandes desafios das “profissões do futuro”.

Nesse sentido, sabe-se que, segundo Milton Santos, vivemos a era da revolução técnico-científico-informacional. Ou seja, o mundo globalizado depende cada dia mais da capacidade dos indivíduos de se conectarem através dos recursos de novas tecnologias. A evolução dessa rede informacional nos tempos hodiernos tornou praticamente tudo possível no meio digital, de compras de carros a festividades, como casamentos. Logo, o indivíduo que não busca se adaptar e investir em aprendizado na inteligência tecnológica está fadado a viver à margem do mercado de trabalho moderno, pois a tendência é o aumento do desemprego estrutural, ou seja, a substituição da mão de obra humana por inteligência artificial e máquinas, a exemplo o surgimento de caixas eletrônicos, e a contratação de mão de obra qualificada em tecnologias e redes de informação.

Além disso, outra faceta dos desafios para as profissões do futuro é necessidade de ousadia para apostar em uma nova ideia, ou seja, desenvolver a capacidade criativa que dê base para trabalho em equipe e para o empreendedorismo. As novas tendências nesse sentido são as “startup”, um modelo de pequeno negócio que busca criar algo inovador, com estratégias detalhadas que seja repetitivo e escalável. Foi nessa perspectiva que Mark Zuckerberg criou o “Facebook”, fruto da sua capacidade inventiva em conjunto ao esforço coordenado de seus colegas, em um dormitório de universidade. Mas, o medo do fracasso e da falência aprisiona muitos sujeitos nos modelos de trabalhos conservadores, mesmo que sejam inadequado às suas melhores habilidades e que limite suas possibilidades de ganhos e crescimento.

Portanto, capacidade de adaptação e ousadia são os maiores desafios para as profissões do futuro. Para enfrentá-los é necessários que o Ministério da Educação adapte o currículo escolar dos alunos a essa nova realidade, por meio de um projeto de ampliação de escolas técnicas de tempo integral, em uma parceria público-privada com empresas do ramo tecnológico, para que os alunos ao saírem do ensino médio já estejam qualificados às novas demandas do mercado de trabalho. Além disso, as Universidades devem incluir disciplinas que trabalhem habilidade criativa e empreendedora para que os profissionais recém formados não fiquem ociosos à procura de emprego. Dessa maneira, será possível garantir o sucesso nesse mundo em transformação.