As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 31/05/2020
Com o advento da Revolução Técnico-Científica e Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, houve grandes transformações nas relações humanas, entre as quais o trabalho, com alterações, obsolescência e aparecimento de profissões. Entretanto, tal cenário profissional possui diversos desafios a serem superados a fim de que possa ser consolidado, impasses esses que podem representar certa nocividade ao desenvolvimento do país, como a qualificação por meio da educação e a visão negativa que boa parcela da população possui em relação a tecnologia nascente. Assim, faz-se necessário medidas para contornar este difícil panorama.
Em primeira análise, verifica-se a baixa escolaridade de muitos brasileiros como um dos obstáculos a esta nova lógica do mercado de trabalho. Isso é perceptível em dados divulgados pelo IBGE, em que 731 mil crianças encontram-se fora do ambiente escolar e cerca de 20% dos jovens que concluíram o Ensino Médio e moram nas grandes cidades não dominam o uso da leitura e da escrita. Desse modo, é inaceitável que em um país como o Brasil, a educação tenha chegado a este ponto, o que acarretará extrema dificuldade na qualificação de profissionais e sua adaptação ao trabalho futurista.
Além disso, nota-se a existência da aversão por parte de uma parcela do tecido social frente as novas formas de emprego. Dessa forma, nota-se um paralelo com os movimentos ocorridos na Inglaterra do século XVIII, em que por meio do Ludismo e da quebra de máquinas a população demonstrava desprezo devido a substituição da mão-de-obra por estas inovações. Tal ponto de vista permanece no Brasil atual, assim, é extremamente necessário alertar a população sobre os aspectos positivos desse novo cenário.
Portanto, a fim de superar os desafios enfrentados pelas profissões do futuro, é necessário que Governo Federal promova melhorias no ambiente escolar, por meio de aumento da qualidade das escolas e torná-las um ambiente aconchegante para os alunos e facilitar o aprendizado. Ademais, o Estado, junto à mídia, deve criar campanhas de esclarecimento, por meio de palestras e anúncios em rede nacional, com analistas e profissionais da área de mercado, somado ao uso de gráficos e estimativas a fim de mostrar as novas possibilidades de emprego e os aspectos positivos desse novo panorama. Espera-se, com isso, contornar este impasse, bem como utilizar dos aspectos positivos da revolução do século passado.