As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 31/05/2020
O advento da Revolução Técnico-Científica-Informacional, em meados de século XX, inaugurou importantes avanços no campo da informática, robótica e telecomunicações. Embora esse movimento de modernização tecnológica tem sido responsável pelo surgimento constante de novos serviços na sociedade, nota-se que as futuras profissões enfrentarão diversos desafios, seja pela resistência dos jovens em optarem por carreiras recém-criadas, seja pela dificuldade das pessoas em incorporarem tecnologia no trabalho. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores e possíveis medidas relacionadas e esse viés social.
Em primeira análise, evidencia-se a preferência dos jovens por cursos tradicionais às profissões do futuro como um dos entraves. Acerca disso, é imperioso destacar o estudo realizado pelo Programa Internacional de Avaliação do Estudante(PISA) em 2018, o qual indica que cerca de 53% dos jovens concentram suas expectativas nas carreiras de medicina, engenharia, direito e administração. Isso ocorre, pois a maioria dos estudantes preferem optar por ofícios mais comuns do atual mercado de trabalho, ao invés de se aventurarem em áreas pouco conhecidas que só deverão ser tendência nas próximas décadas. Logo, profissões como gestor de marketing e biotecnólogo continuam sendo menos concorridas no meio trabalhista.
Outrossim, vale ressaltar a Teoria da Seleção Natural, formulada pelo naturalista Charles Darwin, no qual ele afirma que as espécies adaptadas possuem mais chances de sobrevivência do que as menos adaptadas. Seguindo tal premissa, é possível assimilá-la com a problemática em questão, haja vista que com a inovação dos recursos tecnológicos, o trabalho passa ser cada dias mais exigido em sua qualificação técnica e flexibilidade. Dessa forma, os profissionais do futuro que não utilizarem a tecnologia como aliada e não se adaptarem a essas competências, ficarão para trás e aqueles que atenderem às demandas do mercado terão grandes oportunidades em suas profissões.
Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para para coibir esses desafios. Para tanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações(MCTIC), mediante parceria com o da Educação, incluir nas grades curriculares das escolas, aulas que informem os alunos sobre os empregos que terão maior destaque na sociedade, além de estimular o desenvolvimento de habilidades técnicas necessárias para se tornarem profissionais de sucesso. Essa iniciativa teria a finalidade de incentivar os jovens a investirem em carreiras promissoras daqui alguns anos e qualificá-los para encararem o mercado de trabalho, que será, em breve, reconfigurado. Só então, será factível evitar futuros impasses no ramo laboral.