As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 03/06/2020

TEMA: A PERPETUAÇÃO DA ESTIGMATIZAÇÃO FEMININA NA SOCIEDADE BRASILEIRA.

O clássico romance “Romeu e Julieta”, de Shakespeare, retrata de forma deslumbrante uma história de amor que termina em tragédia, expondo a sociedade e as relações de poder entre homens e mulheres. Hodiernamente, as problemáticas dessas relações transcendem a literatura para a sociedade brasileira, sendo convertida na perpetuação da estigmatização feminina. Dessa forma, concatena-se a conquista retardada dos direitos e a objetificação do gênero como causas dessa manutenção social.

Partindo desse pressuposto, ressalta-se o retardamento da garantia dos direitos das cidadãs no convívio social. Nesse viés, notabiliza-se que essa estigmatização é um retrato de uma sociedade patriarcal, na qual a mulher, por um longo período, foi submissa à figura masculina, refletindo em uma conquista atrasada dos direitos civis. Nesse sentido, a exemplificação desse panorama foi a obtenção do privilégio de votar ocorrer, somente, em 1934, no governo de Getúlio Vargas. Em virtude disso, evidencia-se o grande contraste entre os gêneros expressado nas diferenças salariais e nas relações socioeconômicas, assim como no romance de Shakespeare.

Ademais, destaca-se a construção da imagem feminina como objeto, feito pela mídia. Sob essa ótica, enfatiza-se a exposição equivocada do papel dessa classe, devido à exibição pejorativa, em que realça apenas a sexualidade e reafirma os estereótipos da sociedade patriarcal. Desse modo, a comprovação dessa perspectiva são as propagandas, por exemplo, de cervejas e sandálias, que usam a imagem da mulher como apelo sexual. Em consequência, verifica-se a ascensão do preconceito e o estímulo à violência sexual, em razão da vulgarização da mulher nos meios midiáticos, necessitando, assim, de reajustes sociais.

Destarte, fica notório que a perpetuação da estigmatização feminina é um atraso no empoderamento desse gênero. Sendo assim, cabe ao Ministério da Mulher garantir a igualdade, com o cumprimento da Constituição de 1988. Além disso, cabe ao Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (CONAR) órgão que regulamenta as divulgações transmitidas pela mídia , realizar a fiscalização de propagandas que exponham a mulher de forma indevida, por meio de alterações nas legislações e nos códigos, de modo que limite a objetificação feminina. Como resultado, obtém-se a redução do preconceito e a redução da violência sexual, deixando as problemáticas apenas na literatura.