As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 20/06/2020

Observando-se o cenário pré-histórico, vale constatar que desde os primórdios, a divisão do trabalho sempre prevaleceu, levando em questão as habilidades que cada indivíduo possuía. Em razão das mudanças sociais, as atividades obsoletas concederam espaço para novas profissões. Comparando-se o século XXI com o passado, as áreas de trabalho passam por constantes adaptações, dispondo de criações de empregos para as novas demandas. Desta maneira, fatores como envelhecimento populacional, degradação do meio ambiente e a incorporação da “internet” influenciam nas transições profissionais, acarretando a preocupação social de quais serão os empregos futuros e seus desafios.

Em primeiro lugar, dado o exposto de uma pesquisa realizada pela revista Veja, grande parte das pessoas que iniciam as escolhas profissionais estão no Ensino Médio. No entanto, apenas 46% deles possuíram contato com a área selecionada, revelando que muitas instituições escolares não contribuem com alguma orientação ou assistência para atendê-los, visto que diversos não estão atentos aos desafios do mercado de trabalho pós-moderno. Consequentemente, muitos estudantes se frustram com suas opções profissionais.

Por conseguinte, segundo o IBGE, a taxa de 12% da população brasileira está desempregada, em virtude da crise econômica que se segue desde 2014 e a falta da qualificação profissional, visto que esta competência se dá tanto pela má gestão educacional, quanto pela inadequação dos trabalhadores às mudanças nas áreas de trabalho. Outrossim, é a procura das empresas e indústrias por funcionários e contratados que valorizem e tenham a habilidade de empreendedorismo e adaptabilidade, que visem trabalhar com diferentes visões em um ambiente corporativo. Contudo, esta capacidade surge com o desenvolvimento pedagógico, que é negligenciado pelas escolas, tendo um sistema de ensino lento em relação às mudanças.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições de ensino são responsáveis pela íntegra educação dos estudantes, visando as matérias fundamentais, mas também por meio de disciplinas que estimulem os alunos ao trabalho em equipe e a habituação do mundo globalizado, contribuindo para a completa qualificação profissional. Além disso, as escolas em parceria às Universidades devem criar feiras de profissões que orientem aos alunos às suas habilidades e funções correspondentes, por intermédio de palestras e atividades lúdicas para que tenham contato com as áreas profissionais, evitando frustrações. Desse modo, a realidade futura se distanciará do cenário atual brasileiro.