As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 18/06/2020

O modelo de industrialização adotado pelo Brasil foi fundamentado no fordismo, isto é, na produção em massa e divisão por linhas de montagem, o que contribuiu para a formação de novas classes operárias. Nesse contexto, é visto que a condição social dos trabalhadores pode ser influenciada e sofrer modificações ao longo do tempo. Nesse sentido, é válido debater acerca das profissões do futuro - que afetarão a dinâmica global - e seus desafios, como a exigência de formação técnica e digital dos indivíduos.

Em primeiro plano, é importante salientar que o surgimento de novos ofícios, visível com o avanço científico, é um fenômeno mundial. Durante a Revolução Industrial, o tear mecânico, além de requerer novos técnicos para operação de máquinas, tornou o trabalho de muitos manufatureiros obsoleto, já que a diferença no custo-benefício de produção era enorme. De maneira análoga, hoje, a modernização - seja pelo uso de computadores ou de supermáquinas - criou e destituiu empregos, visto na diminuição dos operadores de banco e no aumento da procura de profissionais em tecnologia.

Ademais, é preciso considerar que as escolas não estão prontas para ofertar aos alunos uma capacitação própria para esse novo mundo. Atualmente, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não possui matérias relacionadas ao ensino digital e técnico, ou seja, os estudantes não são preparados para atender e se adaptar às novas exigências do mercado. Logo, apesar das várias possibilidades de trabalho na atualidade, a falta de conhecimento específico exigido pelas empresas - como informática básica - impedirá o acesso igualitário e justo para grande parte dos jovens.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Destarte, o Ministério da Educação (MEC) deve reformular a BNCC, por meio da inclusão de temas e assuntos relacionados ao letramento digital - a serem ministradas por profissionais da área -, além da permissão do uso de aparelhos celulares e notebooks em sala de aula pelos estudantes. Sendo assim, o intuito de tal medida é incentivar e ajudar os alunos a interagir com o meio virtual, aprender, de maneira lúdica e prática, o uso das novas tecnologias usadas no mundo globalizado e se preparar, dessa forma, para as profissões do futuro. Logo, o Brasil fornecerá um apoio igualitário para a formação tecnológica e profissional dos jovens e resolverá os problemas da nova ordem global.