As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 30/06/2020
Na mitologia grega, Ícaro fascinou-se com as asas de cera fabricadas por seu pai, Dédalo, e voou próximo demais do Sol – a ponto de o mecanismo derreter e o garoto cair no mar com a vida ceifada. Fora da ficção, o mito assemelha-se à questão dos empregos do futuro e seus desafios. À luz disso, é importante uma análise sobre as dificuldades de adequação aos padrões e expectativas gerados a partir dessas alterações no mundo trabalhista. Além disso, é relevante a preservação de uma certa privacidade e entretenimento em vínculos familiares – mesmo em um mundo tão globalizado.
A priori, cabe mencionar o pensamento do filósofo Karl Marx, em que o trabalho é visto como ferramenta de realização emocional. Sob essa perspectiva, não somente uma ideia geral sobre o processo produtivo é essencial, mas também a criatividade. Nesse espectro, as profissões do futuro podem ser mais engessadas no tocante à massificação da produção e à modelos ditados previamente, a ponto de inviabilizar a satisfação do indivíduo. Somado a isso, há um medo por parte dos jovens em entrar em um campo que irá perder espaço para a automação. Nesse cenário, o estudante pode cair na tentação de escolher uma profissão que não seja de seu agrado - em troca de uma provável estabilidade financeira. Todavia, a inserção de tecnologias ao ofício original pode ser uma alternativa.
Outrossim, surge a necessidade de não misturar excessivamente a esfera pública com a privada, uma vez que o desbravamento dos mistérios de áreas em expansão – como biotecnologia, fontes alternativas de energia e robótica - requer muito tempo dos empregados. Nesse sentido, as empresas devem assegurar que o funcionário tenha lazer em seu cronograma diário. No mesmo viés, é fundamental comprovar o aprendizado das crianças sobre o alterado mercado de trabalho em que estarão inseridos a curto prazo. Consoante pesquisas, mais da metade dos alunos que estão nos anos iniciais da escola, hodiernamente, deverão estar aplicados em empregos que ainda nem existem.
Logo, é mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações promova palestras nos colégios com o fito de preparar toda a comunidade escolar para essas novidades. Dessa forma, a capacitação com habilidades técnicas tais como empatia e comunicação devem ser trabalhados mediante às diferenças individuais e a proposição da busca pelo entendimento. Assim, qualidades requisitadas pelas empresas serão supridas. Do mesmo modo, pessoas com formação no setor esportivo devem ser disponibilizadas nas comunidades carentes, a fim de promover a conscientização dos cidadãos sobre o valor de atividades saudáveis – uma forma de sanar a problemática da falta de um hobby e de descanso. Enfim, somente dessa maneira poder-se-á evitar que, ao planejarem voar alto demais no horizonte de novas perspectivas, os Ícaros atuais pereçam em um oceano de fracasso.