As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 17/06/2020

Desde a Revolução Industrial, na Inglaterra, a sociedade humana tem conseguido evoluir em suas mais variadas camadas possíveis, seja de forma artística, intelectual e, principalmente, tecnológica, tecnologia essa que influencia diretamente as profissões futuras nos países do mundo. No entanto, em países subdesenvolvidos, como o Brasil, pode haver muitos desafios para se adaptar a essa realidade global, seja pela falta de educação para formar profissionais qualificados, seja pela exclusão das massas gerada pelo avanço deliberado dessas tecnologias que demanda as novas profissões. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competente para que esse dramático quadro social brasileiro possa ser revertido.

Em primeira análise, vale salientar que a educação brasileira, assim como de outros países subdesenvolvidos, se tornou ineficiente, enquanto ferramenta de evolução e de preparação profissional. De acordo com Paulo Freire: uma sociedade que carece de acesso à educação de qualidade está, miseravelmente, fadada ao fracasso. Logo, com base nesse pensamento, nota-se que será muito difícil para uma sociedade com uma estrutura educacional flagelada, como o Brasil, acompanhar esse ritmo de avanço tecnológico global, criando, consequentemente, um gigantesco desafio para a formação de profissionais qualificados par atender as demandas das futuras profissões, isso porque, como afirmou Paulo, a educação precede qualquer evolução social.

Ademais, outro fator que expressa, explicitamente, um desafio para as futuras profissões é a segregação e exclusão das massas. Segundo Pierre Levy, toda nova tecnologia cria seus excluídos. Logo, analisando a frase do pensador da área de Ciência e Tecnologia e relacionando-a com o tema, conclui-se que, à medida que as atividades sociais vão se tornando, cada vez mais, dependentes da tecnologia, inclusive as profissões, cria-se, de forma direta, uma ferramenta de exclusão e segregação das massas, massas essas que carecem de acesso a informação e ao novo, tornando-as incapazes de adentrarem no mercado de trabalho e aumentando, drasticamente, o desemprego.

Portanto, em detrimento dos fator supracitados, urge que medidas sejam adotadas para que essa lástima social possa ser revertida. Dessa forma, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação e, também, o Ministério da Ciência e Tecnologia, devem realizar reformas na estrutura da educação pública, aderindo a elas matérias que visam preparar os alunos para esse meio profissional tecnológico, através da contratação de profissionais qualificados por meio de verbas vindas da união. Assim, dirigindo as reformas para todo o território nacional, a exclusão das massas não mais existirá e os desafios para a adaptação às profissões do futuro serão amplamente mitigados.