As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 27/06/2020
A quarta revolução industrial (Indústria 4.0) no qual integra sistemas ciber-físicos, internet das coisas e computação na nuvem, transformou o mercado de trabalho e as relações das profissões com o universo tecnológico. Segundo o Fórum Econômico Mundial, 65% das crianças que entram nas escolas irão trabalhar em empregos que ainda não existem. Nesse contexto, os profissionais do futuro terão novos desafios com o mercado de trabalho, portanto, cabe a análise acerca das causas, consequências e possível solução da problemática.
Em primeiro lugar novas empresas e profissões aparecerão, outras serão “engolidas” pelo mercado tecnológico. Na década de 90 a Blockbuster era uma gigante rede de locadoras (DVD) de filmes e vídeos games do mundo, no entanto, foi extinta pela concorrente NETFLIX, empresa via streaming de transmissão de filmes e produção de conteúdo cinematográfico. Atualmente, os bancos tradicionais estão se tornando digitais e boa parte dos profissionais dos bancos tradicionais perderão seus empregos, ou seja, atendentes e bancários tenderão desaparecerem, em contraponto aos avanços tecnológicos. Outras carreiras que podem ser substituídas pela robotização, como por exemplo, agentes de viagens e operadores de telemarketing, a tendência é diminuir o número de vagas.
Por outro lado, com o desenvolvimento de aplicativos e redes neurais inteligentes (robótica), novas profissões surgiram. Com isso, aumentou a demanda por profissionais que outrora não existiam , como por exemplo, UI Design (Design de Interface do Usuário), design gráfico, analista de marketing digital, arquitetos de informação, analista de mídias sociais e consultor de e-business. Vale salientar que, muitas carreiras importantes não acompanham essa guinada tecnológica como os casos dos profissionais de funerárias, domésticas, médicos, entre outras. Essas carreiras não desaparecerão, mas poderão acompanhar algumas tendências do mercado tecnológico.
Dessa forma as carreiras antigas que estão relacionadas a robotização e a tecnologia tendem a diminuir no mercado ou sofrer adaptações, outras surgirão. Portanto, é interessante as escolas desde o ensino básico fomentar e inserir os alunos no universo tecnológico com aulas de informática e tendências do mercado. Algumas feiras de incentivo a tecnologia e ciência também são importantes, como são os casos da FEBIC (Feria Brasileira de iniciação cientifica), Feira de Empreendedorismo e Feira de Programação / Robótica. Esses incentivos desde o ensino básico não responderão como lidar com os novos desafios das profissões do futuro, mas direcionarão o caminho a percorrer.