As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 19/06/2020
A revolução industrial, processo iniciado no XVIII, impulsionou profundas mudanças nas relações de trabalho e produção da humanidade. Nessa perspectiva, na contemporaneidade, com o advento do mundo digitalizado, essas transformações imprimem uma nova morfologia do trabalho, gerando degradação de direitos da classe trabalhadora e desempregos em massa. Sob essa perspectiva, devemos analisar as relações de precarização do trabalho nas sociedades contemporâneas, e seus reflexos nas profissões do futuro.
Em primeiro plano, é notório evidenciar que a constante degradação de direitos trabalhistas no contexto atual. Dessa forma, segundo Ricardo Antunes, sociólogo e pesquisador, a flexibilização de direitos e terceirização de diversos setores de serviços, geram trabalhos intermitentes, ou seja, completa ausência de legislação e, sobretudo, sem perspectiva de futuro. Assim, essas profundas mudanças das relações de trabalho são evidentes na sociedade contemporânea, essencialmente, em setores que trabalham na informalidade, sem horário de expediente e local fixo, além de oscilação na renda, geram instabilidade e insegurança para o trabalhador. Nesse viés, a incessante precarização e de desregulamentação do trabalho configuram-se como empecilhos para futuros postos de serviços.
Além disso, é imprescindível pensar a expansão da informalidade nas economias modernas. Segundo um estudo da Universidade de Oxiford, 45% dos empregos formais irão desaparecer nos próximos anos. Desse modo, postos de trabalho informais, prefiguram-se na economia capitalista contemporânea, como motoristas de aplicativos, onde trabalhadores com seus instrumentos de trabalho arcam com suas despesas de manutenção, limpeza, enquanto as empresas sugam o mais-valor gerado pelos serviços do trabalhador. Sob essa ótica, é nítido que a informalidade amplifica-se em empregos não regulamentados, e formam obstáculos nas relações de trabalho atuais.
Por fim, diante dos desafios supramencionados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, é dever do Ministério da Justiça em conluio com o Governo Federal implementar politicas publicas - como a restruturação da CLT - que visem a regulamentação de trabalhos informais, para assim, haver expansão de direitos trabalhista a essas parcelas da sociedade.