As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 17/06/2020

Na economia mundial, países como o Japão e os Estados Unidos, apresentam aumento crescente do setor quaternário da Indústria em razão do avanço tecnológico e do uso da inteligência artificial em diferentes áreas. Nesse sentido, esse setor trabalha com a oferta de serviços tais como, aplicativos, sites, redes sociais, softwares de segurança, os quais têm sido cada vez mais procurados por empresas e corporações. Diante desse desenvolvimento e dessa demanda, algumas profissões se destacam como promissoras para o futuro como, por exemplo, programadores de sites, engenheiros da computação e da mecatrônica, além de vendedores de serviços digitais. Mas vale ressaltar que, junto com as novas profissões surgem também novos desafios, entre eles a adaptação da sociedade à tecnologia e às necessidades do mercado, sendo, portanto, necessário debater essa temática.

De acordo com o site Statista, especializado em estatísticas de mercado digital, a renda de negócios informacionais chegou a ultrapassar mundialmente mais de 3 bilhões de dólares no ano de 2019, enquanto esse número não passava de 1 bilhão em 2000. Tal fato resulta do investimento de países desenvolvidos em tecnologia da informação, também conhecida como TI. Seguindo essa perspectiva, a TI oferta desde serviços básicos como a criação de sites de vendas, até softwares especializados em segurança cibernética. No entanto, apesar da automatização de profissões mais técnicas da sociedade como agentes bancários, torna-se imprescindível no trabalho habilidades que somente os seres humanos possuem até o momento, sendo essas a empatia, a colaboração, a curiosidade, entre outras.

Contudo, países em desenvolvimento como o Brasil, possuem dificuldade em acompanhar esse cenário, uma vez que esse setor precisa de alto investimento financeiro na compra de materiais, aprimoramento de redes de comunicações e na capacitação dos profissionais. Além disso, o desenvolvimento informacional está intimamente ligado à oferta de cursos de graduação na área tecnológica e ao número de alunos formados por esses cursos, sendo que estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação evidenciam que a quantidade de graduados  na área de TI é muito menor do que a demanda do mercado brasileiro.

Assim, os órgãos responsáveis pela educação, tecnologia e comunicações do Estado, em parceria com as empresas privadas, devem propiciar à população o desenvolvimento da capacidade de interagir com as novas tecnologias por meio da criação de graduações na área de TI, além da oferta de bolsas como incentivo estudantil a fim de diminuir a evasão nesse ambiente. Ainda, os serviços privados necessitam desenvolver seus profissionais com base em cursos de inteligência emocional, de modo à permitir a integração da sociedade com a tecnologia e o fortalecimento das relações humanas.