As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 08/07/2020
É inegável reconhecer a inserção da tecnologia nas demais áreas profissionais do mercado de trabalho. Com isto, o que se observa na realidade contemporânea é a eminente preocupação sobre as profissões do futuro, uma vez que as ocupações apresentam dúvidas sobre suas existências. Esse cenário reflete na educação e no papel da mulher no mercado de trabalho, fruto desses aspectos. Primordialmente, é essencial pontuar que a incerteza das profissões do futuro deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere a criação de mecanismos que solucionem tais recorrências. Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT) 85% das profissões do futuro ainda não foram inventadas, mas já há a previsão que a tecnologia faça parte de quase 90% delas, refletindo a importância em qualificar os jovens para o futuro mercado de trabalho.Entretanto, ocorre o oposto no desenvolvimento educacional. Devido à problemas na infraestrutura, a frequência do uso de tecnologias em sala de aulas é muito baixa, sobretudo em escolas públicas, que demonstra a inexistente preparação que pode ser comprovada pela pesquisa pioneira da ONG Todos Pela Educação, onde 66% da falta de uso da mesma é por insuficiência de equipamentos. Essa realidade fere os Direitos Humanos, uma vez que todos deveriam ter acesso igualitário, mas infelizmente só alavanca a marca da desigualdade social , onde o pobre fica “para trás” mais uma vez.
Ademais, é contudente ressaltar que mais uma vez a mulher tem seu envolvimento afetada no mercado de trabalho. É inegável a luta quanto ao reconhecimento pela igualdade. De acordo com a UIT, existem em todos países uma baixa proporção do gênero feminino trabalhando no setor tecnológico quando comparado ao masculino. Partindo desse pressuposto, a trajetória tecnológica no contexto profissional se mantendo, combater a problemática da participação no mercado de trabalho e enfrentar a perda de muitos postos e conquistas, será decorrente para as mulheres. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a anulação das conquistas e conquistas e espaço no mercado de trabalho no futuro das profissões contribuem para desigualdade de gênero, evidenciando uma utopia sobre o combate da mesma.
Assim, medidas factíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessa forma, com o intuito de atenuar a objeção das profissões futuras, necessita-se, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e Poder Executivo será revertido em projetos de infraestrutura tecnológicas nas escolas, sobretudo públicas, e a implementação obrigatória do perfil feminino, tanto no processo capacitorio quanto no profissional. Desse modo, aplacara em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos revés das profissões do futuro.