As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 19/06/2020
Revolução Inversa
É fato que o avanço tecnológico no limiar do século XVIII -por meio da Revolução Industrial- alavancou a economia no mundo. No entanto, no Brasil hodierno o que protagoniza o ramo laboral são as pessoas e suas habilidades, não mais a tecnologia bruta, posto que máquinas não apresentam empatia, criatividade e comunicação assim como os trabalhadores. Com isso, as chamadas profissões do futuro apresentam como consequências algumas problemáticas, sendo elas a falta de estrutura emocional do indivíduo tal como o abuso de horas extras trabalhadas por meio da gestão da empresa.
Em um primeiro momento, a adoção do novo modelo de trabalho, o chamado “Home-office” permite a flexibilização de horário, além de um maior conforto do ambiente do lar. Assim, os oficios antes realizados no escritório agora acontecem por celulares e computadores em casa. Todavia, há situações em que conciliar as necessidades das crianças com a agenda de trabalho torna-se um desafio, podendo provocar grande estafa no profissional e muitas vezes impedir que ele execute suas tarefas cotidianas.
Por outro lado, segundo o filósofo Kant os indivíduos devem ser vistos não como coisas que possuem valor, mas como pessoas dotadas de dignidade. Desse modo, ainda que as profissões modernas salientem a proposta de flexibilização de horários, existe uma falta de controle na gestão das empresas de modo que ocorre um abuso de horas extras de trabalho. Sendo assim, os contratantes se beneficiam das horas vagas dos indivíduos designando tarefas extensas como o fim de elevar os lucros da firma.
Fica evidente, portanto que para consolidar tais profissões do futuro de forma eficiente, é preciso que esses entraves sejam resolvidos. Dessa maneira, é preciso que o trabalhador organize suas tarefas diárias, com o apoio de familiares -quando possível- e também separe um local diferenciado para realizá-las, com o intuito de eliminar quaisquer distrações durante a execução do oficio. Para finalizar, é dever do Ministério do Trabalho fiscalizar a ação das empresas a fim de garantir ao trabalhador a carga horária prevista por lei, bem como interferir punindo as mesmas quando este direito é violado.