As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 26/06/2020
A Revolução Industrial foi um período de grande desenvolvimento tecnológico que teve inicio no século XVIII, ela garantiu o surgimento da indústria e causou grandes mudanças no estilo de vida da humanidade pois, uma vez que os trabalhadores começaram a ser substituídos por máquinas, novas profissões surgiram e outras antigas foram extintas. Atualmente o mundo vive um cenário semelhante ao citado anteriormente, com o advento de uma possível quarta revolução industrial, faz-se necessário analisar esse quadro com mais atenção, pois provavelmente novas profissões surgirão e outras perderão espaço, e a humanidade precisa estar preparada para essas mudanças.
A princípio, a título de exemplificação, uma pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial informou que 65% das crianças que estão no primário, atualmente, trabalharão com empregos que sequer existem. Isso demonstra o quão drástica serão as mudanças e como é importante que as instituições de ensino e de qualificação profissional comecem a se preparar para que a qualificação profissional das pessoas aconteça da melhor forma possível pois, atualmente, um dos principais fatores que contribui para o desemprego é a falta de qualificação profissional. No Brasil, cerca de 12% da população está desempregada, segundo dados do IBGE, ou seja, caso não seja feito nada a respeito às mudanças que estão por vir, a tendência é que esse número aumente.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de interesse das pessoas em relação as novas profissões que dominarão o mercado no futuro. Dados divulgados pela rede social Linkedin informaram 15 funções que poderão render inúmeros empregos, sendo a maioria relacionado a tecnologia, em contrapartida, o portal Vargas.com fez um levantamento de que 6 a cada dada 10 jovens brasileiros ainda preferem as profissões mais tradicionais como advogado ou médico. É um cenário no mínimo estranho, pois em um país com tantos desempregados, o foco das pessoas deveria ser nas áreas que fornecem mais chances de emprego.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar a adaptação das pessoas a essa nova realidade que está por vir. É preciso que aconteça uma reformulação ainda nas escolas, o Ministério da Educação deveria promover uma parceria com empresas privadas de qualificação profissional e proporcionar feiras de profissões, palestras e cursos técnicos relacionados as novas profissões que estão por vir, com intuito de que as pessoas já saiam das escolas com ao menos uma ideia de profissões que renderam mais empregos que as demais futuramente.