As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 22/06/2020
A principal angústia dos jovens decorre da escolha de sua profissão, principalmente diante de uma taxa de desemprego chegando aos 13%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por essa razão, tem-se discutido sobre as profissões do futuro, principalmente ao se considerar as revoluções tecnológicas pelas quais o mundo passa e suas influências nas carreiras futuras. Diante disso, é importante discutir os desafios decorrentes dessas mudanças para melhor entendê-las.
Primeiramente, é importante ressaltar que as profissões mais comuns no futuro serão em áreas envolvendo tecnologia de informação e internet. Nesse contexto, a rede social LinkedIn divulgou 15 funções que podem gerar empregos formais para os brasileiros, sendo que 13 delas são relacionadas a esses setores. Nessa divulgação, a primeira posição é referente à gestão de redes sociais e a segunda engenheiro de ciber segurança. Essa situação apesar de previsível, já que as redes sociais são extremamente utilizadas pela maioria das pessoas, e tudo na internet acaba se tornando público, também gera desafios, pois é necessária a capacitação das pessoas. Um exemplo disso é demonstrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em uma mapa que indica que 10,5 milhões de trabalhadores precisarão se capacitar até 2023, sendo São Paulo a cidade em que se concentra a maior demanda. Assim, nota-se a importância de se investir em capacitação de profissionais para que sejam preparados para lidar com essas diferenças.
Outrossim, é necessário destacar que algumas profissões passarão por mudanças drásticas, ou seja, a mão de obra humana será substituída por robôs. Alguns exemplos destacados por especialistas de uma pesquisa chamada “Carreiras do Futuro” são: caixas de banco, atendentes de telemarketing, metalúrgicos e recepcionistas. Por outro lado, muitas carreiras precisarão aprender a conviver com essas mudanças tecnológicas, coexistindo e trabalhando juntas, como é o caso da biotecnologia, da nanotecnologia e, até mesmo, da medicina. Além disso, dados do Relatório do Trabalho, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, concluem que 65% das crianças que estão no primário, hoje, trabalharão em empregos que ainda não existem, o que demonstra uma necessidade de evolução de empregos, especializações e a constante remodelagem das funções de trabalho.
Diante do exposto, é notória a mudança pela qual não só o Brasil, mas o mundo passarão. Assim, serviços como o SENAI devem investir em estudos sobre as possíveis profissões do futuro e encontrar formas de melhor capacitar os futuros trabalhadores, por meio de integrações dos trabalhadores ao ambiente e suas adversidades, relacionando-se com diferentes visões e experiências, por exemplo, para que essas novas profissões não tragam tantos desafios quanto o esperado.