As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 26/06/2020

A quarta revolução industrial ou revolução tecnológica transformou a sociedade em ordem global. As benesses advindas da internet e a popularização de aparelhos eletrônicos modernos impulsionaram o crescimento de uma das maiores indústrias do planeta. Em consonância com o desenvolvimento tecnológico, surgiram novas formas de trabalho e empreendedorismo, as chamadas profissões do futuro, que são cada vez mais necessárias para o funcionamento das sociedades. Nesse cenário há uma alta demanda do mercado em contar com mão de obra qualificada, ainda assim a falta de investimentos em educação e ciência atrasa esse desenvolvimento.

É relevante abordar, primeiramente, que na ultima década a humanidade vivenciou uma transformação sem precedentes. Desde a criação do Iphone por Steve Jobs em 2007, ficou evidente que os caminhos entre homem e tecnologia estariam ligados para sempre. Com a popularização de smartphones e consequentemente um número maior de internautas conectados a web, a indústria tecnológica se expandiu, a mão de obra qualificada até então escassa, passou a ser extremamente cobiçada. Nesse tsunami de transformações, a geração Z, que abrange pessoas nascidas entre 1995 e 2010, presenciou essa gama de mudanças no mercado de trabalho, que abre caminhos não convencionais na escolha da profissão e ressignifica a forma de trabalho tradicional.

Por outro lado, se essas mudanças alavancam a criação de novas carreiras, empresas e startups, o déficit da educação brasileira pesa na balança. As profissões do futuro ainda são vistas de forma utópica em países terceiro-mundistas, a falta de investimentos em ciência e tecnologia atrasa de forma abrupta o desenvolvimento de carreiras na área tecnológica. Dessa forma, apenas uma parcela mínima da população usufrui desse novo ramo de atividades trabalhistas. A falta de qualificação no século XXI atua de forma altamente excludente, e com número de trabalhos automatizados em alta, o serviço braçal é desativado de forma gradual, sendo necessário mudanças estruturais nessa questão.

Ante o exposto, é explicito que a mudanças estão ocorrendo na sociedade contemporânea, sobretudo no ramo trabalhista. Para tornar as profissões do futuro uma realidade acessível a população de brasileira de forma abrangente, cabe ao Ministério da Economia em pareceria com o Ministério da Ciência, Inovação e Tecnologia instituir determinada quantia fixa do PIB voltada para o investimento nas área da “indústria 4.0” por meio de projeto de lei enviado para câmara dos deputados. Dessa forma, haveria uma maior confiança em investimentos nesse setor a o oferta de empregos seria equivalente ao número de profissionais qualificados.