As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 20/06/2020

No filme a “Fantástica Fábrica de Chocolate” observa-se o pai de Charlie Bucket, personagem principal, sendo trocado em seu trabalho por um robô, evidenciando a automação das fábricas e perca de postos de trabalho. Nesse contexto, no Brasil, é perceptível a ascensão de novas profissões em detrimento de desafios para trabalhadores poucos especializados e aumento de trabalho informais. É necessário olhar com mais ênfase aos mais afetados com essa nova configuração empregatícia.

Para pontuar, de inicio, é válido reconhecer como o panorama supracitado é capaz de limitar a área de trabalho para pessoas poucos especializadas. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso de Aristóteles, filósofo grego, no qual diz que é dever do estado prover o bem comum em todas esferas socais. No entanto, a debilidade de investimentos nos programas de formação para os trabalhadores de ambos setores, público ou privado é grande, de forma que muitos empregados são substituídos por máquinas ou despedidos por não “conseguirem’’ se adequar  as novas formas tecnológicas.

Nessa perspectiva, vale trazer a tona o aumento de trabalhos informais entre os menos informatizados. Isso porque, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, houve um aumento de trinta por cento na informalidade desde o aumento da mecanização. Com isso, é evidente a falta de subsídios que corroborem para manutenção dos empregos, de maneira que  esse aumento é ocasionado com o desemprego gerado pela falta de conhecimento tecnológico diante das novas configurações.

Em síntese, é notório que as profissões do futuro causam aos menos informatizados a perca de posto de trabalho. Então, para garantir a manutenção, o Ministério do Trabalho, como instância máxima deve garantir cursos de formação, por meio dos Institutos Federais, na qual deve ser realizado o cadastro e cada um se especializar no seu ofício. Com isso certamente não haverá tantas percas de empregos.