As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 29/06/2020

Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções da sociedade sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental das pessoas. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante dos desafios encontrados na consolidação de novas carreiras. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas que se impõem como necessárias para que as profissões do futuro sejam bem sucedidas no mercado.

Inicialmente, é válido ressaltar o impacto que o desconhecimento dos brasileiros acerca dos direitos causa no âmbito profissional. Segundo pesquisa feita pelo Data Senado, cerca de 50% dos entrevistados confessaram saber nada ou muito pouco sobre a atual Constituição Federal promulgada em 1988. Desse modo, muitas pessoas são submetidas a uma carga horária de trabalho análoga à escravidão, por acreditar ser um estilo de vida do empregador dos “tempos modernos”, como apresentado em filme de mesmo nome, protagonizado por Charles Chaplin. Infelizmente, o despreparo causado pelo descontrole nas atividades resulta em uma população doente, sobretudo, mentalmente.

Outrossim, é imprescindível mencionar a negligência social diante da psicologia. De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês, para além da violência física, existe a chamada “violência simbólica”, a qual, com ausência de coerção física, afeta o indivíduo de modo subjetivo, mas não superficial, provocando transtornos mentais. Dessa maneira, visto o complexo processo de produção no mercado atual, evidencia-se a importância do controle mental para a formação bem sucedida no campo, não só social, como também intelectual. Afinal, tal valorização ao psicológico favorece a reação à competitividade do mercado, o estímulo ao crescimento acadêmico e, com isso, o sucesso.

Portanto, medidas são importantes para que as profissões do futuro não impactem negativamente às pessoas que ocuparão os cargos. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por intermédio de uma reunião com os governadores estaduais, exigir a fiscalização rígida das indústrias regionais, com a contratação de psicólogos na equipe de fiscais, a fim de assegurar o cumprimento aos direitos do trabalhador e a adaptação de funcionários aos sistemas de mecanização de forma harmônica e inclusiva. Dessa maneira, esperam-se resultados progressivos para a nação em nível mundial.