As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 01/07/2020

Com o avanço da tecnologia, surgem novas demandas e profissões. Algumas dessas coexistem com outras mais antigas, como é o caso de motoristas de aplicativos e taxistas. A grande problemática sobre as futuras profissões é se toda a população terá emprego e boas condições de trabalho.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que as profissões são produtos históricos, não são estáticas, estão sempre se alterando devido às condições materiais de cada época. Com a Revolução Industrial e o advento do capitalismo, surgiu a classe do operariado. Novas tecnologias fazem surgir novas profissões. Logo, é preciso refletir se todas as pessoas estarão empregadas, se terão a mesma possibilidade de se qualificar conforme a demanda vigente. O governo de cada país deverá garantir que o acesso à educação e tecnologia seja possível a todos os cidadãos, possibilitando maior equidade no que tange a obtenção de empregos. Assim, com o fomento do governo para geração de empregos, todo o povo participará da produção econômica nacional.

Além disso, o sistema econômico capitalista oprime os trabalhadores utilizando-se das novas tecnologias. O filme “Você não estava aqui” apresenta a realidade da “uberização” do trabalho, quando o empreendedorismo não garante os resultados esperados. O mesmo ocorre com os motoristas de aplicativos. Foi organizado um protesto para o dia 01/07/20, uma greve no molde sindical, de entregadores de aplicativos como o Ifood, Rappi, Loggi e Uber Eats que pedem reivindicações para seus serviços não valorizados. A condição do trabalho não é boa para o empregado, mas o lucro é bom para o empregador.

Destarte, com o surgimento de novas profissões, urge a necessidade de novas medidas que garantam o direito para trabalhadores.O Estado deve realizar uma política de geração de empregos, os empregados devem ter boas condições de trabalho expressas nas leis, para que não sejam esmagados pelas empresas detentoras da tecnologia.