As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 29/06/2020

O médico do futuro e a democratização da saúde

No mundo em que vivemos nada é estático; tudo muda, tudo passa, principalmente na sociedade tecnológica atual. Profissionais de todas as áreas precisam constantemente estarem se reinventando, pois, em um piscar de olhos podem ficar obsoletos. Tão importante para o mundo, a medicina, representados pelos médicos, também não ficarão de fora. A tendência é cada vez mais esse profissional atender pacientes de forma remota, ou seja, por vídeo conferência ou afins. Essa medida será de grande valia para um país, como o Brasil, que ainda convive com a má distribuição de médicos.

Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) e CFM (Conselho Federal de Medicina), o Brasil em janeiro 2018 havia 452.801 médicos registrados no país, isso equivale a um aumento de 24% em relação a 2010. São 90 mil profissionais no mercado, chegando assim, a taxa de 2,18 médicos por mil habitantes, equiparando-se a países como Canadá e Reino unido. No entanto, grande parte desses profissionais ainda se encontram nas grandes cidades, chegando a mais de 90% em Manaus, capital do Amazonas.

A solução para essa problemática não é simples e requer um grande projeto para o setor como investimentos em infraestruturas e tecnologias, principalmente, em locais onde tem pouca oferta de médicos; para assim, o incentivar a trabalhar nesses locais. Outra medida que pode colaborar com a democratização do acesso é a telemedicina, pouco popular no país por não ter regularização, também pode ser uma saída para esse déficit.

Todavia, muito ainda se tem a percorrer, no entanto, é obrigação do Estado prover a saúde e viabilizar formas para que essa saúde chegue a todos. É necessário trabalho conjunto com estados e municípios para que cada um possa explanar suas peculiaridades e dificuldades acerca da aplicação da medida. Logo, só assim será possível diminuir o déficit de acesso a médicos que ainda insiste a existir no país.