As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 21/06/2020

Sintonia, série Brasileira divulgada em 2019, retrata a vida de vários jovens da periferia, na busca pela profissão ideal, o que leva-os a conhecer um mundo de oportunidades que vão desde a criação de ritmos para internet, á divulgação de trabalhos na rede; funções antes desconhecidas por eles. Nesse contexto, fora das telas, observa-se que o meio de trabalho vem se modelando de forma surpreendente á cada dia, trazendo novas oportunidades em áreas que há alguns anos antes não haviam. No entanto, tal cenário, das profissões do futuro, possui alguns desafios: A falta de qualificação básica para vários setores e o pouco incentivo aos desenvolvedores de projetos nacionais.

Mormente, nota-se que a falta de qualificação básica para vários setores é um grave problema. Nessa óptica, o portal de notícias R7, divulgou em 2016 uma matéria que mostrava o alto número de vagas de emprego em diversas áreas de trabalho, que iam desde a criação de designe gráficos á elaboração de projetos particulares. No entanto, tais vagas não eram preenchidas por falta de requisitos mínimos como um  conhecimento prévio de informática, o que, infelizmente, levava-os a perderem a chance de um emprego. Infelizmente, essa é uma realidade no Brasil, a baixa qualificação básica, que se estende desde os anos escolares até o momento da busca pelo emprego.

Além disso, o pouco incentivo aos desenvolvedores de projetos nacionais é um outro problema. Compreende-se que essa falta de incentivo prejudica o desenvolvimento de tecnologias e novos modelos de trabalho no Brasil. Sabe-se, por exemplo, o que aconteceu com o Padre Brasileiro Landel de Moura, precursor das telecomunicações, ao ser a primeira pessoas a transmitir voz em ondas eletromagnéticas, ao ter que sair do pais para conseguir a patente da sua descoberta, já que no Brasil as autoridades o ignoraram. Vê que esse antigo cenário se estende desde muitos anos em nosso território, o que implica em perda de tecnologias e novos modelos de trabalho para a sociedade.

Torna-se evidente, portanto, a real necessidade de medidas que corrijam esses desafios aos novos modelos de profissões. Logo, o Ministério da Educação, por meio das Secretarias Municipais e Estaduais de educação, deve criar o programa “Capacita+”. Tal programa funcionará na criação de cursos de iniciação à informática e ás mídias sociais, sendo aplicado nas escolas desde o ensino fundamental, capacitando todos os alunos da rede pública e privada no manuseio do computador e de novas tecnologias, como tablets, sistemas operacionais móveis, entre outros. Tais medidas terão como objetivo a preparação do individuo ao mundo digital, preparando-o às oportunidades das novas profissões emergentes. A mídia, por sua vez, deve divulgar sobre a importância do apoio aos criadores nacionais. Só assim, com essa medidas, histórias como a de Sintonia serão reescritas.