As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 01/07/2020
Ao longo do tempo, a humanidade sempre passou por transformações e se organizou constantemente a cada criação de uma nova tecnologia. Com a Primeira Revolução Industrial, houve uma ruptura drástica no modo de produção vigente e, além disso, algo interessante ocorreu: o surgimento de novos tipos de empregos. Desde então, devido às inovações tecnológicas, novos postos de trabalhos surgem e outros, ficam obsoletos. Este é um tema intensamente debatido entre os especialistas e temido por parcela da sociedade. Entretanto, esse fenômeno de surgimento e extinção de empregos pode ser benéfico tanto para o Estado quanto para a sociedade, se for estrategicamente manejado.
Nesse cenário, é preciso entender que as mudanças proporcionadas pela tecnologia irão acontecer e cabe a sociedade, juntamente com o poder público, adaptar-se a elas. Nesse caso, à ideia que essas esferas devem se apegar diz respeito a reinventar. Devido ao surgimento de novas demandas, novos postos de trabalho vêm sendo criados e, com isso, empregos que se relacionam cada vez mais com o mundo digital e tecnológico são criados. Dessa forma, o indivíduo precisa se especializar e se remodelar às novas tendências e, assim, terá melhores possibilidades de conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Exemplo marcante desse fenômeno, no Brasil, foi o surgimento de motoristas de aplicativos, área de atuação essa possibilitada pelo surgimento desses aplicativos de celulares, como o Uber. Com isso, percebe-se a grande influência da tecnologia e a necessidade de a sociedade e de o Estado e adaptarem a essa nova realidade.
Entretanto, se esse momento não contar com análises e estratégias de intervenção eficientes por parte do Estado, poderá ocorrer desemprego em massa na população. Se por um lado as mudanças tecnológicas possibilitam a criação de novas áreas de atuação que exigem crescentes especializações, por outro, elas atingem antigos tipos de emprego por tirarem a demanda dessa profissão, mudando as necessidades do mercado consumidor. Nessa perspectiva, muitas pessoas, que sofrem os impactos negativos desse fenômeno, não possuem auxílio educacional do poder público para poderem se reinventar e adaptar-se à nova situação e, assim, encontram-se desamparadas frente ao desemprego. Fica claro, portanto, que as mudanças no mercado de trabalho precisam ser manipuladas estrategicamente para se tornar um fenômeno benéfico para a população. Diante disso, é fundamental que o Poder Executivo acrescente cursos profissionalizantes que se relacionem com os “novos empregos do futuro” em programas sociais, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Essa medida deve ser executada por meio de debates e análises entre o poder público e especialistas que acompanham as transformações do mercado de trabalho, tendo como objetivo auxiliar a população para que esta continue atuando ativamente nos empregos. Dessa forma, com essas medidas, a população deixará a insegurança de lado e se beneficiará desse fenômeno proporcionado pela era científico-tecnológico-informacional.