As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 21/06/2020
Fruto da corrida espacial proporcionada pela Guerra fria, os avanços tecnológicos existentes no século XXI são os responsáveis por moldar a esfera profissional atual e futura. Embora a internet tenha revolucionado diversas esferas na sociedade contemporânea, esse mesmo recurso tem alterado a inserção e atuação no mercado de trabalho, incentivando ao consumismo e causando a hiper conectividade. Nessa perspectiva, cabe analisarmos os principais fatores e desdobramentos que favorecem essa problemática.
A princípio vale salientar que as redes sociais deixaram de ser apenas um meio de compartilhamento de informações alternativo para tornar-se uma forma de ganhar dinheiro. Produzir um conteúdo que interessa a um determinado nicho social tornou-se a mais nova profissão da atualidade. A potencialidade em movimentar pessoas, formar opiniões e inspirar determinados grupos sociais com suas escolhas e modo de vida deram origem aos Influenciadores Digitais. Dessa forma, a perspectiva de ficar famoso na internet e ocupar o mesmo lugar daqueles que admiram, os usuários das redes curtem, compartilham e compram, efetivando o papel de seus influenciadores, gerando um rápido processo de criação, consumo e descarte.
Além disso, no seriado Todo Mundo Odeia o Chris, Rochelle vive enaltecendo o fato do marido ter dois empregos, apesar da trama se passar nos anos 80 essa multiplicidade de tarefas e extensão da jornada de trabalho é realidade no presente, o que acarreta em uma série de doenças físicas e psíquicas. Diante disso, de acordo com os estudos da psicóloga americana Jean Marie Twenge há uma forte correlação entre a quantidade de horas olhando para as telas de tablets, computadores e smartphones e a incidência de depressão, ansiedade, solidão e suicídio. Logo,as novas tecnologias que serviriam para facilitar e melhorar a vida das pessoas, dando a elas condições de trabalhar menos se transformam em mais um meio de escravidão.
Recai sobre o ser humano, portanto, o compromisso de administrar com mais consciência as mudanças proporcionadas pelo avanço do mundo globalizado, uma vez que não devemos deixar a era tecnológica transpor a humanidade. Dentro dessa lógica, cabe ao Ministério do Trabalho em parceria com as empresas, estabelecerem um limite para os funcionários em relação ao uso de parelhos tecnológicos e de horas trabalhadas além de disponibilizar consultas periódicas com médicos e psiquiatras de forma que estes tenham sua saúde preservada.Outrossim, não há como esquivar-se das propagandas presentes no dia a dia mas é imprescindível que saibamos diferenciar o necessário do supérfluo. Desse modo, poderíamos desfrutar das grandes conquistas que a historia nos concedeu conscientemente.