As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 22/06/2020
A Revolução industrial, período de grande desenvolvimento tecnológico dos séculos XVIII e XIX, modificou as relações de trabalho e impulsionou a criação de novas carreiras. Nesse viés, essas profissões estão atreladas aos avanços tecnológicos, isto é, a capacidade de integrar o conhecimento científico e automação as várias vertentes do mercado,com objetivo de criar novas técnicas para facilitar as relações interpessoais. No entanto,quaisquer profissão e, sobretudo as que visam o futuro, precisam ser engajadas pelo governo brasileiro e diferenciadas para um propósito pessoal e social.
Primeiramente, as carreiras decorrentes, segundo um estudo realizado pelo Serviço Nacional de aprendizagem industrial (SENAI), serão todas relacionadas à tecnologia, nos próximo três anos, como a informática. Entretanto, o reconhecimento dessas profissões é inferiorizado pelo Estado. A partir disso, a qualificação desses profissionais se torna limitada quando não há investimentos públicos suficientes nas universidades para garantir que os estudantes tenham contato com estruturas qualificadas e sejam o diferencial no setor empregatício. Além de medidas socioeducativas que instiguem o lado social e emocional dos alunos.
Outrossim, o sociólogo Zygmunt Bauman introduz o conceito de “Modernidade líquida”, na qual as atividades econômicas ficaram sobrepostas as relações humanas. Por conseguinte, o emprego foi acondicionado ao singularismo e não ao todo, ou seja, toda a criação humana sobre a ciência é submetida à lógica capitalista de consumo. Desse modo, uma pesquisa da Isma Brasil, em 2014, demostra que 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com seu trabalho, seja por mau relacionamento, excesso de tarefas e má remuneração. O dado, em suma, representa a dificuldade de milhares de pessoas em se reinventar profissionalmente, justamente pela falta de condições e incentivos, optando por atividades bem remuneradas.
Portanto, as carreiras do futuro precisam ser valorizadas e planejadas. Isto é, o governo em conjunto com as universidades públicas,principalmente, e privadas tem o dever de investir em novas profissões nessas instituições; e também em novos equipamentos que apeteçam as já existentes. É importante a promoção de palestras e eventos em escolas e lugares públicos para que a população tenha mais contato com as ocupações,mostrando suas importâncias e diferenciais, com a finalidade de promover um interesse por parte dessas pessoas. Assim sendo, os ofícios futuristas precisam ser valorizados e colocados em pauta e os do presente precisam ser desenvolvidos para ganharem destaque posteriormente.