As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 29/06/2020

O trabalho enobrece e dignifica o homem, segundo o teólogo João Calvino, cuja atuação aconteceu na reforma protestante. A valorização do lucro era considerada heresia para os católicos na Idade Moderna. Na contemporaneidade, eleger uma profissão, que atenda as necessidades individuais, torna-se um desafio a partir de entraves como a falta de ciência e a imposição familiar, o que culmina em frustrações posteriores.

Primeiramente, deve-se ressaltar deficiências na escolha. Embora seja fundamental a pesquisa precedente ao curso desejado, muitos não a fazem. Desse modo, não são orientados, sobretudo no ensino médio, a refletir acerca do assunto e o que deve pontuar. Ademais, são escassos os eventos, como os da USP e Unicamp, que oferecem aos jovens uma mostra das áreas de atuação, todos os anos. Assim, estudantes se arriscam em graduações, suscetíveis a  interrompê-las e a levá-los a frustrações, como a depressão, de longo e difícil tratamento.

Outrossim, há influência dos pais. Mesmo cientes do respeito à individualidade, alguns tentam impor seus gostos. Dessa maneira, tal atitude faz a perda de autonomia sobre escolha, a resultar em conflitos familiares, existenciais e a provocar transtornos importantes, como angústia e raiva. Além disso, há tutores que não sabem lidar com essas situações, tampouco agir como consultores, já que possuem grande poder de influência nas decisões, segundo pesquisa do site Linkedin, em 2019.

Então, para diminuir os efeitos de falhas no conhecimento e na intervenção, é necessário, portanto, contar com ações do Ministério e Secretarias de Educação, a sanar, gradualmente, o quadro. Deve haver campanhas de orientação para jovens, por meio de oficinas e feiras, bem como testes vocacionais gratuitos, a fim de nortear o aluno na escolha profissional e, assim, evitar desapontamentos. Por fim, fomentar nos pais a atitude de instrução sem imposições, de maneira a influenciar positivamente as decisões, a aumentar a chance de sucesso e a estimular a harmonia, coesão e plenitude social.