As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 23/06/2020
As profissões informatizadas e a desigualdade no Brasil
A partir da revolução industrial, a troca da mão-de-obra artesanal pela produção em massa criou uma sociedade na qual o avanço tecnológico junto ao lucro são seus principais propósitos. Nesse contexto, o surgimento de novas carreiras é necessário para o suprimento das demandas que o mercado de trabalho exige. Entretanto, a desigualdade social de países emergentes, como o Brasil, torna o alcance desse objetivo cada vez mais distante.
De acordo com o site Guia do Estudante, profissões como detetive de dados e facilitador de TI estão cotadas para o futuro. Pode-se observar que tais carreiras são interligadas pela tecnologia responsável por singularizar a era contemporânea: a internet. Dessa forma, mostra-se indispensável o conhecimento do mundo digital e da informatização para as próximas gerações.
Portanto, para que as demandas profissionais sejam atendidas, é essencial que o acesso à essa ferramenta seja disponível para todos os cidadãos. No entanto, vale ressaltar que, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro brasileiros não têm acesso a internet. Por consequência, é possível dizer que a desigualdade atual pode atrapalhar o avanço profissional do país, acentuando as diferenças causadas por meio das condições financeiras precarizadas.
Em vista dos fatos mencionados, faz-se necessária a criação, por parte do governo federal em parceria com as prefeituras, de um projeto que proporcione o acesso gratuito a internet para todos. Ainda, deve haver a disponibilização de espaços públicos para o uso de computadores habilitados com direcionamento aos jovens. Assim, é esperado que o déficit do acesso às tecnologias seja superado a fim de possibilitar a participação dos brasileiros nas profissões do futuro.