As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 30/06/2020

Segundo Zygmaunt Bauman, “a fluidez do mundo moderno fará com que algumas profissões deixem de existir”, com essa frase, Bauman enfatiza a volatilidade do mundo e propõe uma reflexão acerca das profissões do futuro e os seus desafios.

Inicialmente, vale lembrar que ao longo da história humana muitas profissões deixaram de existir, como, por exemplo, acendedor de postes, uma vez que a tecnologia proporcionou que o mesmo ligasse sozinho, a profissão foi substituída por dispositivos, haja vista que o custo dessa ferramenta é menor, para o patrão, do que o salário de um operário. Nesse sentido, é evidente o impacto negativo na sociedade, pois com a robotização do mercado de trabalho, muitos trabalhadores ficaram desempregados e começaram a enfrentar crises financeiras. Segundo dados do jornal “correio braziliense”, mais de 800 milhões de trabalhadores foram substituídos por robôs em 20 anos, acarretando em um alto índice de  miséria, pobreza e desigualdades sociais.

Indubitavelmente, o futuro do mercado de trabalho será a especialização, criação e manutenção robótica, uma vez que o uso dos robôs nos sistemas de produção está mais vez maior, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 800 mil robôs são inseridos anualmente nas indústrias. Sendo assim, a quantidade de profissões e operários estão ficando restritas, há projetos até para incluir robôs nos hospitais para substituir os médicos e enfermeiros. Logo, é evidente a substituição gradual da mão de obra humana pela robótica, esse será o grande desafio das profissões do futuro, evitarem  serem substituídos.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover cursos técnicos, de automação industrial, engenharia elétrica, administração e afins, que capacitem as pessoas para o mercado de trabalho, além disso é preciso que o Estado forneça salários para os desempregados, que foram substituídos pelas máquinas, o salário será pago com a taxa de grandes fortunas e impostos, a fim de extinguir a miséria e aumentar o índice de qualidade de vida da sociedade, sendo assim a grande maioria das pessoas não precisarão trabalhar e serão sustentadas pelas produções das máquinas.