As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 26/06/2020
Consoante o empresário Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Nesse viés, convém a reflexão sobre a predominante estagnação brasileira concernente à Indústria 4.0 e, como sequela, o impacto negativo nas profissões do futuro. Sendo assim, tal contexto externa, majoritariamente, a obsoleta estrutura educacional e, portanto, a inaptidão profissional frente a exigência de uma extrema especialização laborativa.
A princípio, o Artigo 205 da Constituição Federal afirma que a educação é direito de todos e dever do Estado. Nesse enfoque, a lenta modernização da conjuntura educativa, no Brasil, constitui um golpe à dignidade cidadã e, de forma lamentável, caracteriza a seletividade do conhecimento tecnológico. Posto isso, a ausência de uma Educação Transformadora - consolidada pelo educador Paulo Freire-, capaz de compreender a realidade social do aluno, pode dificultar o discernimento e, assim, importunar o exercício das futuras profissões fundamentais para um mercado de trabalho direcionado ao âmbito da tecnologia.
Ademais, é indubitável a relação existente entre o capitalismo e o aperfeiçoamento de competências e habilidades, após os processos de Revolução Industrial. Exemplifique-se, pois, a expectativa de substituição de 54% das profissões por robôs ou programas de computador até 2026, no país, consoante o site Estado de Minas. Nessa perspectiva, a automação estimada e a prevalência do despreparo tecnológico laboral maioritário podem intensificar a discrepância social, conforme a “Solidariedade Orgânica” - conceituada por Émile Durkheim-, a qual tem-se a conexão entre as funções especializadas e a imobilidade socioeconômica.
Frente aos desafios ostentados, urge, por conseguinte, o papel do Ministério da Educação na renovação da estrutura educacional, por meio do investimento em aparatos tecnológicos e da implantação da disciplina de robótica, sobretudo em escolas públicas, a fim de viabilizar o conhecimento qualitativo. Além disso, convém a tal Ministério, a ampliação de cursos profissionalizantes de tecnologia no SEBRAE, com o intuito de preparar os profissionais para a Indústria 4.0 e mitigar o desemprego estimado e, então, conter a repugnante disparidade social.