As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 26/06/2020

Com o advento da terceira revolução industrial, o mundo pertence atualmente a uma realidade de crescente avanço tecnológico. Com a digitalização de processos que até então seriam mecânicos, futuramente muitas profissões correm o risco de inexistir ou serem afetadas de alguma forma. Portanto, é de considerável importância que a sociedade se prepare para os futuros impactos laborais advindos de toda provável informatização.

Embora seja plausível a facilitação proporcionada pela inteligência artificial, deve-se ponderar até onde a sua implementação vem a ser realmente favorável socialmente. Isso se justifica por um possível aumento no índice de desemprego que pode surgir com essa estratégia. Pois, como demonstram os dados do relatório “Futuro do Trabalho”, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, já nasceram pessoas que ocuparão cargos ainda não criados. Da mesma forma, postos como o de operador de caixa e relativo a algumas atividades bancárias serão inexistentes. Em outras palavras, atividades que são predominantemente mecânicas.

Entretanto, não se trata somente de possíveis extinções de função. Pois seria viável que muitos trabalhos se adaptassem às transformações causadas pela tecnologia. Isso se conclui do que o especialista de carreiras Ricardo Munhoz afirma, ao dizer que diversas atuações profissionais enfrentarão uma remodelagem. Esta que propiciará união entre ação humana coma computacional. É dito ainda, que isso é decorrência da necessidade de elementos humanos no mercado de trabalho, como empatia, criatividade e trabalho em equipe. Dessa forma, observa-se ainda uma consequência plausível dessa adaptação, que é a segurança em uma garantia mais consistente de emprego.

Assim sendo, conclui-se que se faz necessário uma devida conciliação entre os exercícios promovidos pelos computadores e seres humanos. Para que os recursos tecnológicos sejam aliados, e jamais obstáculos para o desenvolvimento social. Com essa finalidade, é preciso que o Poder Público, mediante o Ministério da Educação conjuntamente com o presidente da república, instituam o ensino obrigatório de informática, teórico e prático, nas escolas de todo o território nacional. Assim como também, em parceria com a iniciativa privada do respectivo ramo de tecnologias e afins, promovam cursos de capacitação técnica que sejam suficientes para exercer os serviços em demanda local e regional. Para que seja um projeto inclusivo, é importante que seja gratuito e acessível em todos os municípios possíveis em território brasileiro, devidamente institucionalizados e estruturados em locais com adequada infraestrutura e acessibilidade. Por meio dessas medidas, certamente estaremos diante a curto e longo prazo de uma população preparada para lidar com as mudanças digitais.