As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 28/06/2020
Quando olhamos para o transcorrer da história da produção humana é claro compreender as origens, causas e consequências das transformações ocorridas, porém, quando nos encontramos em meio a uma mudança, é custoso assimilar a reorientação individual fundamental para avançar junto ao processo. Observa-se que a nova ordenação nas profissões do mundo contemporâneo apresenta a crescente exigência em termos inteligência emocional e de correspondermos ao avanço tecnológico.
Nesse sentido, surge o termo “soft skills” usado por profissionais de recursos humanos que significa habilidades interpessoais, antes pensava-se que eram características inatas, mas são destrezas passíveis de ensino e aprendizagem. As entrevistas de trabalho vêm ganhando importância e formato diferentes, as empresas buscam recrutar pessoas que apresentem competências como engajar, motivar, comunicar-se bem, adaptar-se rápido e dispor de uma mente voltada à resolução de problemas. Portanto, vislumbramos que o mercado profissional futuro requer muito além das operações mecânicas e técnicas, é essencial buscarmos desenvolver aptidões subjetivas relacionadas a convivência saudável e promissora, como trabalho em grupo.
Por outro lado, há também o avanço da inteligência artificial que se instala em diversos setores de produção e prestação de serviços. Há tempos surgem matérias e estudos que discutem o possível desaparecimento de determinadas profissões e surgimento de outras, especialistas e empresas de tecnologia dizem que haverá um grande impacto na vidas das pessoas, se fará necessário aprender em tempo real. Sendo assim, devemos usufruir da engenharia técnica como uma extensão do ser humano, conferindo maior eficiência de produtividade.
Em síntese, além da extensão de avanços tecnológicos dos ambientes de produção para o cotidiano, podemos investir no desenvolvimentos de capacidades socioemocionais, com simulações e reflexões de situações ao qual nos deparamos no cotidiano comum, para levarmos tais faculdades da vida para o trabalho, e não o contrário. O ambiente escolar é perfeito para isso, com inserção de teatro e discussões profundas e ativas assentadas em obras, como filmes e livros por exemplo. Tais virtudes não tem apenas importância ao almejar um emprego, mas são essenciais para a convivência social de qualidade, pois nessas transformações externas nós exercemos influência.