As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 30/06/2020

Ao longo da história da humanidade, o trabalho vem sendo ressignificado de inúmeras maneiras. Com o advento da Revolução Industrial que ocorreu no século XVIII, muitas novas classes de trabalhadores se desenvolveram, diminuindo o número de trabalhadores no campo, com o êxodo rural que sucedeu as fábricas nas cidades. Atualmente se fala sobre uma nova fase de progresso industrial, a intitulada Indústria 4.0, sendo essa sobre avanço o de robôs  autônomos e especializados além de tecnologias digitais que já podem ser vistas. O uso dessas formas de inteligências automatizadas tende a mudar as relações de trabalho na sociedade, substituindo ao longo do tempo quantidades consideráveis de empregados, prejudicando grande parte do proletariado não-especializado.

A aparente mobilidade social mostrada pelo capitalismo contemporâneo, esconde atrás de si algumas consequencias para  as futuras gerações, a substituição gradual dos postos de trabalho por máquinas, causa desemprego em países emergentes ao passo que grande parte dos trabalhadores tem baixa escolaridade e por conseguinte baixa especialização.Segundo o IBGE no ano de 2019 no país, cerca de 12,6 milhões de trabalhadores estavam desempregados, além disso segundo uma pesquisa feito pelo Instituto de Consultoria e Dados aponta que 58,1% dos atuais postos de trabalho em território nacional podem ser automatizados, agravando o desemprego no país. O trabalho na atual indústria tende a perder espaço, com rápida decadência e a criação de novos postos que serão ocupados por novas especializações, a mobilidade social associada a educação tende a ser ilusória para a maioria.

Em contraponto aos países emergentes, países desenvolvidos onde grande parte dos trabalhadores da indústria foi substituído, as taxas de desemprego tendem a ser menores pois as cargas horárias são menores como na França que aprovou recentemente 35 horas semanais aos trabalhadores além de maiores acessos à especialização em outras áreas, geralmente ligadas ao mercados tecnológico.

Com o maior desenvolvimento da tecnologia e a automação do trabalho, muitas vagas são perdidas enquanto novas profissões surgem, por exemplo especialistas em segurança digital, que a pouco mais de 10 anos era pouco explorada no mercado. Tais consequencias das novas profissões e das novas relações de exploração do trabalho se consolidam, é preciso que haja uma conscientização sobre os fatos. O Ministério do Trabalho em conjunto com a Câmara dos deputados devem elaborar leis que garantam e protejam o trabalho durante a transição da indústria e de outros segmentos, além de incentivos do Ministério da Fazenda na educação para a criação de pólos de especialização gratuitas como as ETECs com a finalidade de controlar o desemprego a longo prazo através da capacitação no país, com empregados preparados para os novos trabalhos e formas que a ocupação tomará no futuro.