As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 01/07/2020

No filme “Um Senhor Estagiário”, disponível na plataforma da Netflix, um aposentado decide trabalhar para ocupar os seus dias, mas encontra dificuldade ao ser contratado, pois não possui habilidades com aparelhos tecnológicos . Assim como na longa, as formas de trabalho sofreram alterações, logo, as profissões do futuro desafia a população. Por essa razão, faz-se essencial pautar o avanço tecnológico, bem o como a precarização do trabalho.

A  princípio, diante da evolução dos aparelhos, houve uma crescente necessidade de maior formação dos profissionais. A esse respeito, o escritor Manoel Castells defende a ideia de que a tecnologia permitiu o conhecimento a tomar dimensões maiores, deixando de ser apenas para professores e intelectuais. Diante disso, o mercado de trabalho aumentou o padrão de especialização dos contratados, visto que, seguindo a lógica do autor do livro “A sociedade em rede”, as pessoas , atualmente, possuem maiores possibilidades de adquirir conteúdo, cursos e outros. Assim,  a pressão e cobrança dos empregados se tornou maior.

Similarmente, com os novos utensílios, os serviços podem ser levados a diversos locais, assim passou a ser realizados em casa, durante as férias e horários livres, além de ser dificilmente regulamentado, ou seja,  há precarização do trabalho. Tal fato pode ser exemplificados pelos aplicativos populares, como Uber, Ifood, em que pessoas oferecem serviço por essas plataformas, mas não possuem carteira assinada e muitos de seus direitos são burlados. Isso é, durante o governo de Vargas os direitos trabalhistas começaram a serem estipulados, mas devem ter reformulações adaptando ao novo cenário regendo não apenas os sistemas operacionais como o trabalho em casa. Em suma, é incoerente que apesar de tantas transformações a legislação trabalhista tenha se mantido.

Portanto, as profissões do futuro terão obstáculos quanto à necessidade se se manter sempre atualizado, assim como na estipulação de normas para não prejudicar os empregados. Para tanto, cabe ao Ministério do trabalho, junto ao Poder Legislativo, a elaborar novos regulamentos, por meio da revisão da Constituição Federal, para que os funcionários não sejam prejudicados com as mudanças no mercado de trabalho. Visto que, como exemplo,  os prestadores de serviço em empresas similaresao  Ifood, não possui segurança quanto a aposentadoria, seguro desemprego e outros. Assim, a população não sofrerá tanto com os novos meios de trabalho, representadas no filme “Um senhor estagiário”.