As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 01/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as profissões do futuro e seus desafios apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desigualdade social no Brasil, quanto da ineficiência do governo em melhorar a problemática no país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é essencial pontuar que a desigualdade social no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estudo é o caminho para o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades boa parte da sociedade brasileira não tem acesso à educação de qualidade e consequentemente muitos não chegam a cursar o ensino superior, o que dificulta cada vez mais a entrada no mercado de trabalho, pois as grandes empresas exigem uma boa qualificação; cada dia que passa a desigualdade social atinge milhões de pessoas, os fazendo escravos do mercado.Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ineficiência do governo em buscar soluções como promotor do problema. Segundo o professor de ciências da natureza, Adriano Agrício, o estado das escolas públicas é degradante, não tem salas de leituras, faltam computadores e faltam professores a maior parte do ano letivo. Partindo desse pressuposto, é notório o descaso do governo com o ensino público no Brasil.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar a desigualdade social, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em melhorar o ensino em escolas públicas, por meio da criação de salas de leituras, informáticas e oportunidades para os professores, abrindo concursos públicos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da desigualdade social e a coletividade alcançará a Utopia de More.