As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 30/06/2020

De acordo com o historiador brasileiro Sergio Buarque de Holanda o expansionismo marítimo europeu, foi equivalente a uma atividade “exorcista”, que aliada a revolução científica, reformulou imaginário europeu. De maneira análoga o desenvolvimento tecnológico no mercado de trabalho vem rompendo com as antigas ideias de vínculo trabalhista e projetando potenciais profissões do futuro. Por conseguinte esse processo trás desafios e idealizações para um breve lapso temporal, seja positivas, quanto, o ajuste da oferta à sociedade moderna, bem como negativa, quando tende acentuar a segregação do tecido social.

Precipuamente é fulcral salientar os benefícios da incorporação de profissões do futuro no mercado. De acordo com o portal R7, impulsionado pelo atual cenário de enfrentamento ao novo covid-19, projeta-se um crescimento de 30% na modalidade “Home-Ofice”. Esse passo em direção ao futuro muito contribui para a harmonia do tecido social, tanto na esfera da saúde, na prevenção de novos surtos, como na da mobilidade, que vem sendo o pesadelo dos atuais centros urbanos. Seguindo a linha de Steve Jobs “A tecnologia move o mundo”, cabe a nós utiliza-lá ao nosso favor.

Conquanto, faz-se mister, também, frisar as consequências desse processo quando não planejado. Segundo o IBGE, cerca de 50 milhões de lares ainda não tem acesso a internet, perante isso, torna-se utópico para essa parte da população um debate acerca das profissões do futuro. Na ausência do mínimo conhecimento tecnológico, essa revolução técnico-informacional atuará como uma seleção natural no tecido brasileiro, visto que, via de regra, a população mais pobre  sempre estará mais inapta aos moldes da nova sociedade de serviço.

Portanto, objetivando subterfúgios que possa atenuar essa desarmônica relação, cabe ao Governo Federal, por meio de recursos do fundo da União, disponibilizar novas bolsas, voltadas para o público desfavorecido, de tecnologia e informação em institutos federais, para logo, poder-se-á evidenciar somente os benefícios desse “expansionismo laboral”.