As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 30/06/2020
A Quarta Revolução Industrial
A crescente automação dos empregos está remodelando as formas de qualificação e trabalho, ao ponto de, possivelmente, importantes profissões do futuro sequer existirem ainda. O aumento do desemprego e da desigualdade social, juntamente com as transformações tecnológicas, criam um ambiente de incertezas sob o futuro do trabalho. Dessa forma, competências como programação e capacidade de adaptação tornam-se necessárias diante desse exponencial cenário de mudanças.
Nesse sentido, as inteligências artificiais vêm se desenvolvendo de forma acelerada no advento da quarta revolução industrial, substituindo, cada vez mais eficientemente, trabalhos, que exigem menos capacitação, por “softwares”. Sob essa ótica, em 2018, o Instituto Tecnológico de Massachusetts, MIT, passou a implementar a habilidade de programação como requisito para todos os seus cursos. Dessa maneira, é possível especular a noção de computação se tornando essencial para uma gama cada vez maior de indivíduos no futuro.
Além disso, inovações tecnológicas, como a popularização dos “smartphones”, tornaram possíveis o desenvolvimento de novas plataformas de empregos. Dessa maneira, aplicativos como “Uber” e “Ifood”, que surgiram em menos de uma década, passam a fazer parte do cotidiano e a empregar mundialmente diversas pessoas. Porém, tais profissões, assim como as tecnologias, estão em constante transformação, de acordo com a necessidade dos consumidores. Assim, fica cada vez mais comum a transitoriedade entre diversas ocupações, exigindo da população, então, uma constante capacidade de adaptação.
Então, a discussão do futuro dos empregos é algo de importância mundial, pois, em breve, se não houver preparação adequada, irá ocorrer um enorme colapso na oferta de empregos, ao mesmo tempo que a produção cresce com a automação. Nessa lógica, há de se questionar quem serão os consumidores em um mundo de desempregados.