As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 01/07/2020
No filme americano futurístico “Eu Robô”, é retratada uma sociedade em que a tecnologia toma espaço entre as diferentes áreas de trabalho, como os motoristas de ônibus e caixas de supermercado, fazendo com que muitas pessoas fiquem sem emprego, pois perderam seus postos pelos robôs. No hodierno cenário brasileiro, pode-se perceber que a tecnologia também ganhou espaço e muitos sistemas eletrônicos substituíram trabalhos manuais, fazendo com que muitas pessoas tivessem que investir em conhecimento ou ficariam sem emprego. Essa realidade mostra que os profissionais do futuro enfrentarão desafios. Tais problemáticas ocorrem devido, entre outros fatores, à falta de investimentos em cursos de especialização e o desconhecimento sobre o futuro automatizado.
A princípio, é importante ressaltar a intrínseca relação entre o aumento da tecnologia e a necessidade do crescimento do número de profissionais capazes de utiliza-lá. De fato, o processo de automatização de muitos setores é desconhecido em parte pela população. Nesse contexto, segundo o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, só existe opção quando há informação e conhecimento. Sob essa ótica, observa-se que os indivíduos, ao serem privados - mesmo que parcialmente - do conhecimento, não possuirão ferramentas fundamentais para serem aptos a tais atividades. Por conseguinte, os profissionais não capacitados, perderão vagas e ficarão desempregados.
Vale analisar, ainda, que informar a sociedade como um todo sobre as futuras áreas de trabalho é uma maneira de fazer com que boa parte da população possa buscar novas alternativas de profissões. Para o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, os do trabalhos do futuro precisarão de profissionais do futuro. Nesse sentido, com as pessoas tendo conhecimento sobre as tendências das futuras profissões, as mesmas poderão procurar cursos profissionalizantes e ter um maior acesso à informação e educação, podendo estudar e fazer especializações para serem capazes de exercer seus futuros empregos. Dessa maneira, as novas oportunidades poderão ser aproveitadas.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias a fim de que os profissionais do futuro possam estar aptos a exercer novas atividades. Logo, é imperativo que o Ministério da Educação, junto aos veículos midiáticos, mobilizem-se por meio de palestras e campanhas sociais as quais informem sobre as novas tecnologias e as futuras áreas de trabalho. Como também a criação de novos cursos tecnológicos em novas áreas como robótica e tecnologia da informação. Isso ocorrerá com o propósito de aprimorar os novos profissionais para que sejam capazes de exercer suas futuras profissões e os níveis de desemprego não cresçam. Desse modo, a população terá conhecimento sobre as as novas oportunidades de trabalho e os desafios das profissões serão transformados em novas oportunidades.