As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 27/07/2020

Heráclito de Éfeso, foi um filósofo grego pré-socrático que criou o conceito conhecido como “devir” que significa “o que se faz transformar”, com esse pensamento o filósofo alega que “nada é permanente, salvo a mudança”. Nesse sentido, a sociedade, bem como, as estruturas trabalhistas encontram-se em constante transformação, no entanto, é possível reconhecer uma estagnação da pedagogia na forma de preparo da juventude para as novas demandas do mercado de trabalho.

Sob essa ótica, no que tange o atual cenário social a internet e suas tecnologias se tornaram ferramentas indispensáveis a maioria dos indivíduos. Essas estão em todos os lugares em diferentes formas, desse modo, segundo Zygmunt Bauman o período atual está envolvido em um processo de liquidez em que estruturas sociais sólidas antes impostas estão se desfazendo, dessa forma, essa fluidez somada ao imediatismo tornam a internet um ambiente mais interessante por apresentar tantas respostas de diferentes pontos de vista sobre um único assunto. Assim, a procura por trabalhos envoltos a esse novo mundo digital torna-se maior, haja vista que, nesse ambiente há uma flexibilização das exigências sobre o que é necessário para a sua inserção nesse mercado de trabalho quando comparado aos tradicionais.

De modo complementar, é necessário reconhecer que a escola possui um papel fundamental na preparação das novas gerações para o mercado de trabalho. Desse modo, segundo o sociólogo espanhol Manuel Castells a “obsolescência do sistema de ensino nunca foi tão grande”, haja vista que, as instituições de ensino seguem uma pedagogia analógica baseada na transmissão de conhecimentos que vai de encontro aos interesses dessa geração digital. Por esse viés, aulas poucos atrativas e tradicionais acabam desestimulando os jovens, tal realidade contribui no aumento dos índices de evasão escolar e da procura precoce por trabalhos informais.

Em suma, é necessário a adoção de medidas que atuem na problema. Para tal, o Governo Federal, como instância máxima do administração executiva, deve por meio do Ministério da Educação, elaborar um plano nacional de pesquisa e pedagogia digital, a fim de orientar os alunos sobre as formas corretas do uso da internet, tornando-os, desse modo, mais críticos e participantes de sua própria educação. Ademais, o MEC em parceria com a SEBRAE e a iniciativa privada, devem desenvolver projetos de expansão do ensino técnico digital, proporcionando, dessa forma, a democratização da tecnologia, assim a educação digital será uma aliada na preparação de uma geração diante as novas demandas de trabalho.