As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 10/07/2020
O documentário “Quanto tempo o tempo tem” retrata a tecnologia como principal fator da constante mudança nas formas de trabalho e na sociedade. Na realidade brasileira, é visto que a educação é falha, mudanças tecnológicas geram a necessidade da aprendizagem de novas habilidades, caso isso não ocorra, a tendência é a obsolência, de acordo com o site “O tempo”. Nesse sentido, o problema persiste devido à má influência midiática e à insuficiência governamental.
Primeiramente, o silenciamento midiático dificulta a visibilidade do futuro processo de capacitação profissional. Segundo Leonardo Santos, CEO e cofundador da Semantix, existe a possibilidade da substituição completa da força humana por robôs e até a mais tradicional especialização completa de todos os profissionais. Assim, percebe-se que é de extrema importância ressaltar a essencialidade da conscientização da população referente ao futuro das profissões e suas devidas capacitações. Nessa perspectiva, o processo de Revolução Industrial infere nas transformações trabalhistas desde a sua implantação inicial, com a introdução de máquinas e a troca da manufatura pela maquinofatura, o que faz com que a procura pela produção ágil e rápida aumente, induzindo-se assim, a mão de obra cada vez mais especializada. Dessa forma, observa-se uma falha dos grandes veículos de comunicação, que não transmitem a realidade das futuras mudanças nos trabalhos.
Por conseguinte, a falta de investimento na educação gera um grande descaso governamental com a sociedade. De acordo com dados do relatório “Futuro do Trabalho”, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, cerca de 65% das crianças que estão no primário devem trabalhar em empregos que ainda não existem. Uma vez que, tudo aquilo que é muito funcional tende a ser esquecido e substituído pela tecnologia, profissões que possuem características operacionais correm sérios riscos de sofrerem com essas transformações. Segundo Malala Yosafzai “Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”. Desse modo, conforme o embasamento dos direitos humanos, todo cidadão possui direitos básicos, econômicos, sociais e culturais. Destarte, percebe-se assim, o despraparo governamental em prol da valorização dos trabalhadores, que não são devidamente respeitados.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Cidadania, com o apoio do MEC, desenvolver uma campanha nas redes sociais, por meio da #PrayForTrabalhadores, a fim de reverter o silenciamento midiático e promover tal valorização para esse grupo. Além disso, o Ministério da Justiça, deve convocar uma sessão no congresso, com o objetivo de implementar uma lei que torne obrigatório o estudo das futuras profissões, para que assim seja possível formar estudantes com visão de futuro. A partir dessas ações, espera-se obter melhores condições para esse grupo.